Política Crítica

Debate da zona azul na CM não empolga

Galera não foi muito

Publicado em 2019-03-12 20:27:43 Atualizado em 2019-03-13 05:26:01 (302 visualizações)

A Câmara Municipal de Americana realizou na segunda-feira (11) uma audiência pública para discussão das alterações no sistema de estacionamento rotativo pago – Área Azul. A realização do debate foi solicitada pelo vereador Marschelo Meche (PSDB), através de requerimento aprovado pela Câmara durante sessão ordinária.

Participaram os vereadores Geraldo Fanali (PRP), Gualter Amado (PRB), Marschelo Meche, Odir Demarchi (PR), Professor Padre Sergio (PT), Rafael Macris (PSDB), Thiago Brochi (PSDB), Thiago Martins (PV) e Welington Rezende (PRP), o secretário adjunto da Unidade de Transportes e Sistema Viário, Eraldo Camargo, e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Americana (ACIA), Dimas Zulian, além de segmentos da sociedade civil e população.

Durante o uso da palavra, os vereadores apresentaram questionamentos e relataram as reclamações recebidas da população sobre o novo sistema. “Gostaríamos de saber se foi feito algum estudo para a implantação, para o cálculo do valor a ser cobrado e para a definição das vagas de idosos e deficientes”, perguntou o vereador Gualter Amado. “O estudo foi feito pela Unidade de Transportes e Sistema Viário com o intuito de criar vagas com rotatividade. O objetivo da Área Azul é que todo mundo tenha o direito de usar uma vaga na rua, e não apenas quem trabalha no local ou tem um comércio no local”, disse Eraldo Camargo.
 
O vereador Marschelo Meche, autor do requerimento que motivou a audiência, criticou a forma como as mudanças foram implementadas. “Ampliou-se a quantidade de vagas para um número maior do que a cidade de Campinas e não temos notícias de reuniões com associações de bairro ou conselhos de classe sobre essa questão”, comentou.

O vereador Rafael Macris lembrou que encaminhou denúncia ao Ministério Público para que o contrato entre a prefeitura e a empresa vencedora da licitação para operação do sistema seja investigado. “Solicitamos que o contrato seja suspenso imediatamente até que uma série de questões sejam elucidadas, para que a gente possa ter um serviço que beneficie a população. São vários pontos duvidosos e problemáticos, e precisamos que eles sejam esclarecidos”, falou.

Já o vereador Thiago Brochi questionou o cumprimento da lei municipal nº 4.255/2005, que autoriza a aplicação de multa apenas após esgotado o período de tolerância de vinte minutos. “Só a partir dos vinte minutos que pode ser cobrado. Segundo informações, isso não está sendo seguido. É lei, está em vigor, então a população tem direito a permanecer neste período”, ressaltou.

A população usou a tribuna para apresentar questionamentos e reclamações sobre o novo sistema. O motoboy Jouber Ricardo Câmara, representante da Associação Profissão Perigo, falou sobre os problemas enfrentados pela categoria. “Eu viajo muito para as cidades da região e Americana é a única que está cobrando das motocicletas. Para cada entrega que a gente vai fazer, temos que pagar a tarifa. Hoje vivemos da taxa de entrega, então o nosso lucro é pouquíssimo e esse um real tirado da gente é muito”, comentou.

A comerciante Leni Ichikawa, dona de uma banca de jornais e revistas, disse que o movimento do seu comércio reduziu em 70% desde a ampliação das vagas. “Os meus clientes me falam que não vão mais na minha banca por causa da Área Azul. Eu vivo há sessenta anos em Americana, o meu comércio resistiu por vinte anos a várias crises, mas do jeito que está vai sucumbir à Área Azul, porque eu estou pensando em fechar, assim como os meus vizinhos”, relatou.

“Não basta trinta minutos de gratuidade ou tempo de quatro horas nos hospitais e consultórios. Se a prefeitura tiver o mínimo de consideração com o povo, vai tirar a Área Azul desses locais”, disse a senhora Maria Luiza Deltreggia, do bairro Conserva.
 
Ao final da audiência, o secretário adjunto da Unidade de Transportes e Sistema Viário, Eraldo Camargo, informou que a prefeitura adotou algumas mudanças após ouvir reclamações da população e representantes dos comerciantes. “Estamos ampliando o limite de estacionamento por setor de duas para quatro horas e introduzindo a opção de pagamento de meia hora através do aplicativo. Além disso, foram criadas as chamadas áreas brancas, que permitem estacionar o carro próximo a hospitais por trinta minutos gratuitamente. Sem contar a possibilidade de mudar de setor durante o tempo de utilização, que já havia sido implantado”, concluiu.

 
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