Americana é uma das cidades mais seguras do Brasil dentre os municípios com população entre 200 mil e 500 mil habitantes. Os dados são do Anuário 2026 de Cidades Mais Seguras do Brasil©, iniciativa da MySide que compila os dados de óbitos registrados pelo Ministério da Saúde e IBGE.
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A taxa registrada na cidade é 4,5 homicídios a cada 100 mil habitantes, índice quase cinco vezes menor que a média nacional, de 21,5 assassinatos a cada 100 mil habitantes.
Entre as cidades de 200 mil a 500 mil habitantes, Americana fica atrás de Blumenau (SC), com 2,4, Jaraguá do Sul (SC), com 2,5, Pelotas (RS), com 2,8, e Franca (SP), com 3,9, e à frente de Indaiatuba (SP), com 4,9, Barueri (SP), com 5,8, e Gravataí (RS), com 5,8. No ranking geral, que reúne todas as cidades com mais de 100 mil habitantes, Americana ocupa a 15ª posição, e no ranking paulista, a 11ª. Na Região Metropolitana de Campinas, a vizinha Santa Bárbara d’Oeste é a 5ª mais segura do país, com 2,7, e Campinas ocupa o 6º lugar entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, com 16,0. O estado de São Paulo é o segundo mais seguro do país, com taxa de 10,4.
Menor taxa da cidade na série do levantamento
Americana já apareceu entre as cidades mais seguras de seu porte em outras edições do levantamento da MySide. No Anuário 2023, com dados de 2022, ficou em 7º lugar entre os municípios de 200 mil a 500 mil habitantes, com taxa de 7,2. No Anuário 2024 (dados de 2023), subiu para o 4º lugar no porte e foi a 18ª no ranking geral do Brasil, com 5,3. Depois de ficar fora das listas na edição de 2025, a cidade volta em 2026 com taxa de 4,5, a menor já registrada por Americana no estudo.
Confira o gráfico das cidades mais seguras do Brasil entre 200 mil e 500 mil habitantes:

Metodologia da pesquisa que traz Americana bem
O anuário 2026 Cidades Mais Seguras do Brasil© é fundamentado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde.
O principal indicador utilizado para classificar as cidades foi a quantidade de assassinatos por 100 mil habitantes. Esse indicador é amplamente reconhecido como uma medida sólida e universal de segurança pública.
Organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), utilizam essa taxa em seus relatórios, considerando-a fundamental para comparações regionais e temporais.
A utilização desse indicador permite ajustar os números absolutos de homicídios pelo tamanho da população, facilitando análises comparativas e a formulação de políticas públicas eficazes.
Para calcular o índice, foram analisados os dados de todos os óbitos registrados no Brasil em 2025, cerca de 1,5 milhão, segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade da SVSA.

A SVSA consolida os dados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), estabelecido em 1979. No SIM, são inseridos os detalhes de todos os atestados de óbito no Brasil, sendo as informações de responsabilidade do médico que emite o laudo. Após o preenchimento, o documento é encaminhado para os Cartórios de Registro Civil.
As Secretarias Estaduais de Saúde são encarregadas de coletar essas informações junto aos estabelecimentos de saúde e cartórios, enviando posteriormente para o Ministério da Saúde via SIM.
Optamos por utilizar os dados do Ministério da Saúde como base para o número de assassinatos por ser uma fonte que segue critérios uniformes em todos os estados, garantindo a consistência metodológica necessária para comparações confiáveis.

O estudo pode ser baixado em pdf no link:
https://myside.com.br/cidades-mais-seguras-brasil-anuario-2026.pdf
