O ano eleitoral de 2026 foi marcado por operações policiais de grande repercussão no estado de São Paulo. Investigações conduzidas por forças policiais e pelo Ministério Público alcançaram políticos, candidatos e pessoas ligadas ao setor de transporte público, com apurações sobre possíveis conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC), tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
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Entre os casos de maior repercussão estão as operações Vectura Corrupta, Archimagus, Grimório, Cátaros e Última Parada.
O levantamento identifica cinco nomes ligados à política que foram presos durante o ano: Milton Leite, Hélio Silva, Danilo Marco Morgado Silva, Emerson Dias da Rocha e Senival Moura. Trata-se de uma relação parcial, e não de um balanço oficial de todas as prisões de políticos realizadas no estado.
Milton Leite: investigação sobre o transporte público
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, foi preso em setembro durante a Operação Vectura Corrupta. A investigação apura suspeitas de infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo e possíveis relações entre integrantes da organização criminosa, empresas de ônibus e agentes públicos.
A apuração também examina suspeitas relacionadas à administração de empresas de transporte e ao possível financiamento de atividades políticas com recursos ilícitos.
Milton Leite nega as acusações. A Justiça prorrogou sua prisão temporária por mais 30 dias em outubro, segundo informações divulgadas pela imprensa.
Hélio Silva: investigação com desdobramentos em Sumaré e Minas Gerais

O presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Hélio Silva, do Cidadania, foi preso em 9 de setembro durante a Operação Archimagus, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Campinas.
A investigação apura suspeitas de financiamento, armazenamento e distribuição de entorpecentes. O caso também envolve a análise de movimentações financeiras e possíveis relações com atividades político-eleitorais.
Em outubro, a Operação Grimório aprofundou as investigações com diligências em Jacutinga, Minas Gerais. Segundo a Polícia Federal, o local seria utilizado para armazenar drogas destinadas ao abastecimento de pontos de venda em Sumaré.
A prisão temporária de Hélio foi prorrogada por mais 30 dias, conforme noticiado. A defesa nega as acusações, e não há condenação definitiva pelos fatos investigados.
Danilo Morgado: suspeitas de financiamento eleitoral
Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL, foi preso na Operação Vectura Corrupta.
Os investigadores apuram suspeitas de financiamento eleitoral com recursos supostamente ligados ao PCC, além de possíveis relações com empresas do setor de transporte.
O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre a possível atuação da organização criminosa em empresas que prestam serviços de transporte público.
Emerson Dias da Rocha: Operação Cátaros
Conhecido como Filipinho, Emerson Dias da Rocha, candidato a deputado estadual pelo Podemos, foi preso em agosto durante a Operação Cátaros, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo com apoio das forças policiais.
A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A operação também incluiu buscas em endereços relacionados a três vereadores de Cotia: Eduardo Nascimento, Sergio Luiz de Freitas, conhecido como Serginho Luiz, e Yago Bezerra Neres.
É necessário diferenciar as situações: as notícias consultadas confirmam a prisão de Emerson, mas não confirmam a prisão desses três vereadores. Eles foram citados como investigados ou alvos de diligências.
Senival Moura: prisão e posterior soltura
O vereador licenciado Senival Moura, do PT, foi preso em junho durante a Operação Última Parada, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o setor de transporte coletivo.
Segundo as apurações divulgadas, os investigadores examinam possíveis movimentações financeiras e relações entre empresas do setor e integrantes do PCC.
Senival foi solto em agosto, após decisão judicial. Sua defesa nega irregularidades. O caso deve ser considerado no levantamento anual de pessoas presas, mas não como uma prisão necessariamente mantida até outubro.
O que as operações têm em comum?
As investigações se concentram em diferentes frentes:
* Transporte público: suspeitas de infiltração criminosa em empresas e possíveis relações com agentes públicos.
* Tráfico de drogas: apuração sobre financiamento, armazenamento e distribuição de entorpecentes.
* Lavagem de dinheiro: investigação sobre a origem e a circulação de recursos financeiros.
* Financiamento político-eleitoral: análise de possíveis recursos ilícitos destinados a campanhas ou atividades políticas.
Embora os casos tenham repercussão política, cada investigação possui objeto próprio. Não se pode concluir que todos os envolvidos tenham cometido os mesmos crimes ou participado de um único esquema.
Balanço parcial do Ano
Com base nos casos individualizados nesta reportagem, cinco políticos ou candidatos foram presos em 2026: Milton Leite, Hélio Silva, Danilo Morgado, Emerson Dias da Rocha e Senival Moura.
O levantamento não inclui automaticamente todos os investigados, pessoas submetidas a buscas ou outros alvos das operações. A inclusão de alguém como preso exige confirmação de que houve efetivamente uma ordem de prisão cumprida.
Presunção de inocência
A prisão temporária ou preventiva não equivale a uma condenação criminal. As acusações descritas nesta reportagem são objeto de investigação e devem ser atribuídas às autoridades responsáveis pelas apurações.
A responsabilidade penal de cada investigado dependerá das provas produzidas, do exercício do direito de defesa e das decisões judiciais aplicáveis a cada processo.
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