Rapaz de 21 anos e companheira de 19, grávida de 8 meses, estão presos acusados de crime
O delegado Edson Antônio dos Santos, titular da Delegacia de Polícia Civil em Nova Odessa, pediu a prisão preventiva do jovem casal acusado da morte de Selma Rosa de Oliveira, 51, encontrada morta e o corpo carbonizado em uma mata nesta terça-feira (31). O caso é tratado como feminicídio, lesão corporal e ocultação de cadáver.
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Por volta das 12h30, policiais militares foram chamados até o Jardim São Manoel, onde algumas pessoas trocavam agressões físicas. Uma mulher de 25 anos, de nome Joice, e o padrasto dela, Marcelo, de 42, chegaram a ser acusados de agredir um rapaz (Felipe), de 21, que reside junto de uma jovem de 19, Maria Júlia, grávida de 8 meses.
Todos dividiam um mesmo espaço em um imóvel (barraco) numa área invadida dentro de uma mata entre o Jardim Campos Verdes e o São Manoel. A atitude teria sido cometida após Joice encontrar o corpo da mãe carbonizado e envolto em um cobertor, depois dela estar desaparecida desde a quinta-feira (26).
O companheiro e a filha da vítima teriam tentado evitar a fuga do casal e a briga envolveu até uso de faca e machado. Após a chegada da PM, ela os levou até o local onde estava o corpo de Selma. O local foi isolado e periciado por equipes do Instituto de Criminalística para a realização de análises.
A ocorrência acabou envolvendo cerca de 20 agentes, entre guardas municipais, policiais civis e militares. À reportagem, a filha falou: “Quero Justiça pela minha mãe”. Ela disse que outros familiares da vítima estavam vindo de diferentes localidades para cuidar do corpo e sepultamento da mãe.

Relação
Informações dão conta de que a vítima convivia muito próxima do casal acusado. “Eles comiam no mesmo prato”, descreveu a filha. De acordo com ela, Selma até mesmo os ajudou conseguindo um bebê-conforto – Maria Júlia está grávida de 7 para 8 meses.
Em depoimento ao delegado, Felipe confessou
ter aplicado um golpe do tipo ‘mata-leão’ após Selma estar exaltada e tentando agredi-lo. Em seguida, ela ficou desacordada e o rapaz percebeu que a vizinha não respirava mais. Diante disso, o jovem ficou sem reação no momento.
Em seguida, segundo o registro policial, o acusado pensou em ligar à polícia, mas desistiu da ideia e resolveu atear fogo no corpo utilizando óleo de cozinha, na tentativa de se livrar do mesmo. Acabou realizando o procedimento parcialmente e ocultou o cadáver em meio à vegetação.
Na declaração ao delegado, Felipe ainda tentou isentar a companheira do crime, mas todos os indícios dão conta que ela, se não participou diretamente do assassinato, consentiu e de alguma forma atuou pelo menos na ocultação do corpo de Selma.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Nova Odessa. A motivação do crime também será apurada. Relatos dão conta que a vítima, assim como os demais, seria usuária de drogas e álcool, havendo constantes discussões acaloradas.
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