A 6ª sessão da Câmara de Americana, realizada nesta terça-feira (25), teve como principal assunto a falta de água que afetou milhares de pessoas em pelo menos 15 bairros da cidade durante quase uma semana. Além de discursos de alguns parlamentares cobrando providências, na pauta constava nada menos que 53 Indicações pedindo reparos contra vazamentos.
Foram 15 proposituras de Gualter Amado (PDT), 11 de Juninho Dias (PSD), 10 de Pastor Miguel Pires (PRD), 8 de Lucas Leoncine (PSD), 3 de Jacira Chávare (Republicanos), 2 de Jean Mizzoni (Agir), 2 de Leonora Périco (PL), 1 de Fernando da Farmácia (PSD) e 1 de Thiago Brochi (PL).
O tema dividiu os parlamentares na maneira de cobrar o Poder Executivo e o DAE (Departamento de Água e Esgoto). Jean Mizzoni disse que falta um plano de contingência e mais planejamento para amenizar a questão da falta d’água no município. A colega Jacira Chávare concordou: “Temos sim um grande problema”.
Transtornos relatados na sessão
Gualter Amado, que denunciou a situação ao Ministério Público, pediu para o prefeito ‘olhar em seus olhos’ e disse que “os acordos políticos não podem ser maiores que o acordo com a população (celebrado) em 2020”. De acordo com ele, o saneamento nas mãos do DAE vem ‘patinando’ na cidade.
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“A gente não pode se fazer de cego (sic) quando as coisas estão acontecendo na nossa frente”, disparou Amado. Ele concluiu mencionando que a concessão do saneamento em Sumaré para a BRK Ambiental teria trazido problemas aos cidadãos.
Fernando da Farmácia citou que a situação “trouxe muitos transtornos para a cidade”. O vereador também pediu “paciência” aos munícipes e defendeu o que chama de “trabalho muito bom” da autarquia. Durante a fala, Fernando disse que estuda ‘processar’ uma cidadã que fez uma gravação com telefone celular de modo escondido durante uma conversa em sua farmácia, na qual cobrava solução para o problema na região da Cidade Jardim e Mathiensen. A pessoa estava acompanhando a sessão e inclusive deu entrevistas para meios de comunicação.
Já a vereadora Professora Juliana (PT) apontou que “falta planejamento ao DAE” com relação aos equipamentos (bombas e adutores) que tiveram manutenção durante os dias de torneiras vazias. A opositora ao governo Chico Sardelli (PL) alegou que a situação fere o “direito fundamental” das pessoas de ter água na torneira. A petista ainda apontou ‘morosidade’ do DAE e cobrou os colegas para a realização de audiência pública na Câmara para debater o assunto a fundo.
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