Melatonina oral – Uma das condições dermatológicas mais frustrantes e de difícil controle entre as brasileiras, o melasma, caracterizado por manchas escuras e simétricas no rosto, agora pode ser tratado “de dentro para fora” com o uso da melatonina oral.
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“Um ensaio clínico internacional recente de alta relevância, registrado na plataforma internacional de ensaios clínicos com atualizações robustas entre 2025 e 2026 validou a eficácia do uso da melatonina via oral nas doses de 2 mg a 5 mg ao dia no clareamento de manchas, apresentando resultados surpreendentes e um perfil de segurança muito superior ao do consagrado ácido tranexâmico”, esclarece o farmacêutico Dr. Maurizio Pupo, pesquisador, professor e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações.

“Para compreender como o hormônio do sono interfere na pigmentação da pele, é importante entender que o melasma é, essencialmente, uma resposta inflamatória crônica ao estresse oxidativo. E, na célula, a melatonina é um dos antioxidantes mitocondriais mais potentes do corpo humano”, revela o Dr. Maurizio.
Ou seja, a melatonina combate os radicais livres que causam o estresse oxidativo. “Sempre fomos habituados a olhar para a melatonina apenas como a chave para uma boa noite de sono. No caso do melasma, o melanócito — a célula que produz a mancha — dispara a melanogênese quando sofre estresse oxidativo causado pelo sol, calor ou luz azul. A melatonina age diretamente na mitocôndria, neutralizando os radicais livres e inibindo a enzima tirosinase e o óxido nítrico induzível (iNOS), que são os grandes vilões que ativam a produção de pigmento escuro”, comenta o Dr. Maurizio Pupo.

Segundo o farmacêutico, o grande destaque dos dados clínicos recentes é a comparação direta entre a melatonina oral e o ácido tranexâmico, um dos medicamentos mais prescritos para melasma no Brasil.
“Embora eficaz, o ácido tranexâmico exige cautela extrema e acompanhamento rigoroso devido ao risco de eventos tromboembólicos (formação de coágulos), o que limita seu uso por muitas mulheres, especialmente aquelas que usam anticoncepcionais orais ou têm predisposição genética a problemas vasculares”, diz o Dr. Maurizio.
“Já a melatonina oral, administrada na dose segura de 2 mg a 5 mg antes de dormir, oferece uma alternativa de clareamento sistêmico extremamente segura, livre desses riscos vasculares graves”, destaca o farmacêutico. “É uma mudança de paradigma: estamos falando de um biohacking que melhora a qualidade do sono profundo — período em que a pele já se regenera naturalmente — e, ao mesmo tempo, atua como um protetor solar biológico interno contra o rebote das manchas”, analisa o farmacêutico.
O pesquisador enfatiza que o Brasil é um país tropical com altíssimos índices de radiação ultravioleta ao longo de todo o ano. “Para a mulher brasileira, o melasma não é apenas uma questão estética, mas uma condição que impacta profundamente a autoestima e o bem-estar psicológico. A abordagem com nutracêuticos como a melatonina oral chega para complementar a rotina de fotoproteção diária”, diz.
Melatonina importante
“Ao acalmar os melanócitos durante a noite, a melatonina reduz a sensibilidade da pele à radiação solar do dia seguinte, diminuindo drasticamente as chances de rebote, o temido escurecimento que ocorre após qualquer exposição mínima ao calor ou sol”, finaliza.
FONTE: *DR. MAURIZIO PUPO: farmacêutico pela PUC-Campinas (1988), pesquisador, professor e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações – Instituto Maurizio Pupo de Educação e Pesquisa – e diretor de P&D da ADA TINA. É professor nas áreas de Cosmetologia Avançada, Fotoproteção e Nutracêutica Clínica e Estética. CRF-SP 13.328
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