Jogo da vida- Quando pensamos no futuro dos nossos jovens, falamos de educação, emprego, profissão e sonhos. Mas existe uma ameaça silenciosa crescendo justamente onde essa geração passa boa parte do tempo: no celular.
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As plataformas de apostas online, conhecidas como bets, incluindo apostas esportivas e jogos de cassino online, vendem a sensação de que pouco dinheiro pode rapidamente se transformar em muito. Começa com R$ 20, R$ 50 ou R$ 100. Depois de uma perda, vem a tentativa de recuperar. Quando a pessoa percebe, começa a faltar dinheiro para a conta de luz, o aluguel, o supermercado ou a parcela do carro.

Por isso, precisamos trabalhar em duas frentes: prevenção e acolhimento.
A prevenção deve começar cedo. Projetos de conscientização precisam chegar às escolas, especialmente aos estudantes dos ensinos fundamental e médio, mostrando os riscos das apostas antes mesmo que esses jovens tenham sua própria renda. Mas esse debate não pode ficar restrito ao ambiente escolar. Precisa alcançar associações, instituições, comunidades religiosas e outros espaços onde famílias e sociedade se encontram.
Também precisamos olhar para quem já está sofrendo.

O vício em apostas não causa apenas prejuízo financeiro. Ele pode afetar profundamente a saúde emocional de quem joga e também de toda a família. Por isso, iniciativas e projetos de prevenção, orientação e acolhimento que já existem precisam ser fortalecidos e ampliados, garantindo atenção também às famílias que convivem diariamente com as consequências desse problema.
Precisamos falar sobre as bets nos espaços de debate, nas escolas e dentro das comunidades. Quanto mais informação circular, maiores serão nossas chances de impedir que novas pessoas entrem nesse ciclo e de ajudar aquelas que já precisam encontrar uma saída.
Virginelli critica os jogos

Combater essa epidemia silenciosa exige educação, prevenção e cuidado com as pessoas.
Porque proteger nossos jovens das apostas é proteger seus sonhos. E cuidar de quem já sofre com elas é também cuidar das nossas famílias e do nosso futuro.
Virginelli
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