População acima dos 60 anos está mais ativa e busca preservar autonomia, diz especialista do Imot

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População acima dos 60 anos está mais ativa

Chegar aos 60 anos já não significa reduzir o ritmo ou abandonar atividades que fizeram parte da vida adulta. Corrida, musculação, ciclismo, viagens e trabalho englobam cada vez mais a rotina de uma parcela da população que envelhece buscando preservar mobilidade, independência e capacidade para realizar as atividades do dia a dia. No Dia da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, esse novo perfil chama a atenção também para mudanças na forma de cuidar da saúde.
O movimento acompanha uma transformação demográfica. O Brasil tem cerca de 34,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 16,6% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As projeções indicam que esse grupo continuará crescendo nas próximas décadas e poderá representar mais de um terço dos brasileiros até 2070.
A mudança também aparece na relação com a atividade física. Levantamento do Instituto Datafolha mostrou que cerca de 55% dos brasileiros com 60 anos ou mais mantinham uma rotina ativa com a prática de algum tipo de exercício em 2025. Com isso, o cuidado nessa fase da vida passa a envolver não apenas o tratamento de doenças ou dores, mas também a preservação da força muscular, do equilíbrio, da saúde cardiovascular, das articulações e do condicionamento físico.
Segundo Roberto Secomandi, cardiologista, médico do Esporte e especialista em Cardiologia Esportiva do Imot Care/Imot, de Mogi das Cruzes, esse comportamento já pode ser observado nos consultórios:
“Hoje atendemos pessoas com mais de 60 anos que praticam corrida, musculação, ciclismo, tênis e diversas outras atividades. O objetivo não é apenas tratar uma dor quando ela aparece, mas acompanhar o paciente para preservar sua capacidade funcional, prevenir lesões e permitir que ele continue realizando aquilo que faz parte da sua rotina”, explica.
Esse perfil também está presente entre os pacientes do Imot Care, que reúne profissionais de Cardiologia, Medicina Esportiva, Vascular, Endocrinologia, Reumatologia, Nutrologia, Psicologia, Fisioterapia, Fisiologia do Exercício e Nutrição. A proposta é integrar diferentes áreas no acompanhamento da saúde, da mobilidade e da capacidade funcional.
Entre os recursos disponíveis está o ergoespirometria, exame que avalia a resposta dos sistemas cardiovascular e respiratório ao esforço e fornece informações sobre a saúde cardiorrespiratória e consegue ajudar na definição do treino mais seguro e indicado em cada caso.
Para Secomandi, o avanço da longevidade amplia a necessidade de pensar o envelhecimento para além do tratamento de doenças: “Envelhecer com qualidade de vida significa manter a autonomia para trabalhar, viajar, praticar atividade física e realizar as tarefas do dia a dia. Quando diferentes especialidades atuam de forma integrada, conseguimos promover prevenção, reabilitação e acompanhamento contínuo, preservando a mobilidade e a independência do paciente”.

 

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