O coque polido e o rabo de cavalo bem esticado estão entre os penteados que aparecem com frequência nas redes sociais e nas referências de beleza. Embora sejam opções práticas e versáteis, o uso recorrente de estilos que puxam excessivamente os fios pode prejudicar a saúde capilar. O problema tem nome: alopecia por tração, uma forma de perda de cabelo associada à tensão repetida sobre os folículos.
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP
A condição também pode estar relacionada ao uso inadequado de extensões capilares. Quando o cabelo permanece sob tensão por períodos prolongados, os fios podem quebrar e a região da raiz pode sofrer danos. Nos casos mais avançados, a perda capilar pode se tornar permanente.
Para Tati Cordeiro, CEO da MegaHairInvisível e especialista em cabelos, a escolha do penteado e a forma como os fios são presos merecem atenção, principalmente quando existe o hábito de manter o cabelo esticado por muitas horas.
“Um dos principais sinais de alerta é o desconforto. Dor, sensibilidade no couro cabeludo e aquela sensação de que o cabelo está sendo puxado indicam que existe tensão excessiva. A pessoa não deve considerar esse incômodo normal nem acreditar que precisa se acostumar com ele”, afirma Tati Cordeiro.
Como identificar os primeiros sinais?
A alopecia por tração pode se desenvolver gradualmente, o que dificulta a percepção do problema no início. Entre os sinais que merecem atenção estão fios quebrados próximos à testa, redução da densidade nas laterais, falhas na linha frontal do cabelo e sensibilidade na raiz.

A recomendação é observar mudanças no contorno capilar e evitar penteados que provoquem puxões constantes. Caso apareçam falhas, irritação ou queda persistente, a avaliação de um dermatologista é importante para identificar a causa e orientar o tratamento.
“É importante observar como o cabelo reage à rotina. Se a pessoa percebe que a região das têmporas está ficando mais rala ou que os fios estão quebrando sempre nos mesmos pontos, vale rever os hábitos de penteado e procurar uma avaliação profissional. Quanto antes o problema for identificado, maiores são as possibilidades de evitar que os danos avancem”, explica a especialista.
Megahair exige atenção ao peso e à manutenção- Coque
As extensões capilares são uma alternativa para quem deseja conquistar comprimento e volume, mas a aplicação precisa considerar as características dos fios naturais. A quantidade de cabelo adicionada, a distribuição do peso, a técnica escolhida e o intervalo entre as manutenções influenciam a experiência de uso.

Não existe uma única técnica adequada para todas as pessoas. Fios fragilizados, queda em andamento ou alterações no couro cabeludo exigem atenção individualizada antes de qualquer procedimento. O acompanhamento de um profissional capacitado ajuda a identificar se o cabelo apresenta condições para receber a extensão e quais cuidados devem ser adotados.
“Cada cabelo tem uma resistência e uma necessidade. Por isso, não basta escolher uma extensão pelo comprimento ou pelo resultado estético. É preciso avaliar os fios naturais, distribuir o peso de maneira adequada e respeitar os intervalos de manutenção. O objetivo é proporcionar um resultado natural sem ignorar os limites do cabelo”, afirma Tati.
Cinco cuidados para preservar os fios
Alguns hábitos ajudam a reduzir a tensão mecânica e a prevenir danos associados aos penteados e às extensões:
1. Evite penteados excessivamente apertados: alterne coques e rabos de cavalo esticados com opções mais soltas.
2. Não ignore a dor: desconforto, ardência ou sensibilidade durante ou após a aplicação merecem atenção.
3. Respeite a manutenção: siga os intervalos indicados pelo profissional responsável e não prolongue o uso da extensão além do recomendado.
4. Observe a raiz e o comprimento: fios quebrados, falhas e mudanças na linha capilar podem indicar que algo precisa ser revisto.
5. Procure ajuda especializada: queda persistente, irritação ou perda de densidade devem ser avaliadas por um dermatologista.
Leia + sobre moda e casa