O empresário americanense Ricardo Molina (Republicanos) tem sido um dos únicos da classe política regional a silenciar com relação à possibilidade da Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) receber pórticos de pedágios do sistema Free Flow. A proposta da Secretaria de Investimentos em Parcerias, do Governo do Estado, tem repercutido muito na região, com a possível colocação de cobranças no km 122 (Americana), km 144 (Santa Bárbara) e km 154 (Piracicaba) a partir do final de 2026 e início de 2027.

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Suplente de deputado estadual pelo Republicanos, mesmo partido do governador Tarcísio de Freitas, Ricardo Molina atualmente é assessor técnico da Casa Civil do Governo do Estado, colaborando de perto com o secretário-chefe, Arthur Lima. Essa área auxilia o governador em suas responsabilidades, focando principalmente na organização, elaboração e realização das orientações e estratégias relacionadas à harmonização das iniciativas governamentais.

Molina tem sido criticado – mais no meio político do que a população em si, é verdade – por silenciar a respeito de um assunto que influi diretamente no cotidiano dos cidadãos de sua base eleitoral, que ajudaram a ter a maioria dos 52.214 votos na eleição de 2022. Além disso, pode recair sobre ele o ônus de ser “o cara do Tarcísio” e mesmo assim não entrar nessa luta, seja se posicionando contra ou trazendo argumentos a favor dos pedágios.

Molina e o silêncio dos pedágios: estratégia ou omissão?

Molina, Contra ou a favor

Desde que surgiram os estudos do Governo do Estado, muitos vereadores se manifestaram, praticamente todos contra a instalação da cobrança dos pedágios. Já os prefeitos demoraram uma semana pra se posicionar. Americana (Chico Sardelli/PL) e Santa Bárbara (Rafael Piovezan/PL) se manifestaram publicamente e seguem se dizendo contra, enquanto Nova Odessa (Cláudio Schooder-Leitinho/PL) se abstém de comentar e o de Piracicaba (Helinho Zanata/PSD) é o único a favor da medida.

Com relação aos deputados, os mais próximos das bases eleitorais afetadas diretamente pela SP-304 são Alex Madureira (PL), de Piracicaba, que se manifestou desde o começo contrário, assim como Dirceu Dalben (Cidadania), de Sumaré, que inclusive encaminhou ofícios ao governador externando a preocupação com as consequências negativas para o bolso da população. O principal argumento da turma do contra é que a rodovia serve como uma avenida de mobilidade entre as cidades.

É justamente nessa lacuna de representantes efetivos de Americana e Santa Bárbara na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo que Ricardo Molina poderia aparecer. Entretanto, mais parece uma decisão prudente e sábia Molina silenciar até o momento. Além de ser funcionário de Tarcísio, aguarda os ânimos se acalmarem um pouco. O próprio governador já admite a possibilidade de retirar a Rodovia Luiz de Queiroz do trecho pertencente à chamada Rota Mogiana.

Há quem diga que, depois, Molina pode surgir pra falar do assunto quando se confirmar a exclusão da SP-304 do lote de rodovias concedidas à iniciativa privada. Então ele apareceria como uma espécie de articulador dos bastidores e ‘salvador da pátria’, dizendo que conversou com Tarcísio de Freitas e o governador entendeu que neste momento ainda não é necessário instalar pedágios na SP-304. Mas aí teria de falar também sobre como viabilizar os investimentos necessários para melhorar a estrutura viária da rodovia.

A reportagem do Novo Momento solicitou a Ricardo Molina um posicionamento sobre o assunto e aguarda o envio da resposta para conceder o espaço.

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