A Raízen, uma das maiores empregadoras do interior com sede em Piracicaba, protocolou na noite desta terça-feira um pedido no TJ-SP para suspensão por 90 dias dos vencimentos de dívida para que chegue a um acordo, com a maioria dos credores, num plano de recuperação extrajudicial.
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A companhia, controlada por Cosan e Shell, teve apoio no pedido de credores que representam 40% da dívida de quase R$ 70 bilhões. A empresa tinha R$ 17,3 bilhões em caixa no final de dezembro.

A Raízen está sendo representada pelo E.Munhoz Advogados, Pinheiro Neto, XGIVS Advogados, TWK Advogados e Rothschild & Co.
Os bancos são credores de cerca de metade da dívida, enquanto bondholders, detentores de CRAs e debenturistas detêm a outra metade.
O plano dá à Raizen um ambiente protegido para preservar seu caixa, especialmente no momento em que a empresa se aproxima do início da safra de cana – um período que demanda mais capital de giro – e enquanto o turnaround operacional liderado pelo CEO Nelson Gomes começa a dar resultados.
A Raízen continuará pagando fornecedores normalmente.
O RE suspende apenas o serviço das dívidas financeiras.
Depois que um plano que previa o spinoff do negócio de distribuição de combustíveis e a venda de seu controle ao BTG foi rejeitado, neste momento o plano de capitalização da Raízen está lastreado numa oferta da Shell para injetar R$ 3,5 bilhões na companhia, além do compromisso de Rubens Ometto de injetar R$ 500 milhões como pessoa física.
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