Artigo: O tempo da travessia

Geral,

Artigo: O tempo da travessia

21 de dezembro de 2015

Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim,

sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho
 que já me transformei várias vezes desde então.
Lewis Carroll
A política é mesmo uma imensa incógnita. Ocorre que perdemos a referência e o Brasil mais do que nunca precisa de ¨heróis¨ e líderes em que possamos nos espelhar. Quando criança nossos pais indicavam o caminho que, provavelmente deveria nos conduzir ao sucesso, sem nunca prejudicar outrem. Contudo, aprendemos com o tempo que não existe uma fórmula única que, resulte numa educação eficaz e assegure um futuro repleto de vitórias e soluções mágicas no enfrentamento dos problemas que a vida nos reserva. Sem dúvidas, na relação doméstica  há sim uma realidade e um horizonte provável quando temos a sorte de conviver com uma família estruturada sócio/econômica/cultural. Dai para o campo político, o que nos intriga é que diversos setores da sociedade possuem acesso a cargos eletivos e independentemente de conveniências sócio/ideológicas, não conseguimos sequer imaginar  qual será a afinidade e os interesses que os eleitos irão defender, corroborar e, ou exercer com lealdade suas funções diante daqueles que dedicaram seu voto, sua esperança e incondicional confiança. Então por quê elegemos pessoas totalmente destoada e distante de nossos objetivos e de nossas expectativas? Se sabemos de antemão que essas pessoas, considerando seu passado, suas iniciativas e feitos negativos- portanto prejudiciais ao povo-, por quê as colocamos no poder? Há uma diferença profunda entre inimigo e adversário na vida política, social, pública, econômica, etc. O inimigo vai tentar  de todas as maneiras te destruir, opor a todas ações e valores que uma pessoas possui. Já o adversário, mesmo diante de uma possível derrota, está aberto a conversações, negociações e revisão quanto aos problemas, projetos e propostas deferidas por seus rivais. As atitudes reacionárias, autoritárias injustas comumente elaboradas e executadas pelos nossos governantes não são enigmas indecifráveis. ?? de simples percepção quando esses” representantes” mandam as favas seus eleitores, então vejamos: como seu governo vem conduzindo a saúde, a educação, o saneamento, a segurança… como eles gastam o dinheiro do orçamento constituído através do pagamento compulsório de impostos que fazemos todos os anos de nossa existência. Como por exemplo: um simples vereador debate e conduz, através de seu voto, projetos e problemas alancados pela população de determinado município?  Enfim, vamos nos desfazer do mistério em que não somos adversários e nem inimigos de quem quer que seja, mas que: ao elegermos políticos sabidamente desonestos e corruptos é porque vemos alguma vantagem, nos sujeitamos algum benefício imediato ou a troca de futilidades. Todavia, “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. ?? o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. (Fernando Pessoa)
PAULO CESAR CASSIN

 

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21 de dezembro de 2015

Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim,

sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho
 que já me transformei várias vezes desde então.
Lewis Carroll
A política é mesmo uma imensa incógnita. Ocorre que perdemos a referência e o Brasil mais do que nunca precisa de ¨heróis¨ e líderes em que possamos nos espelhar. Quando criança nossos pais indicavam o caminho que, provavelmente deveria nos conduzir ao sucesso, sem nunca prejudicar outrem. Contudo, aprendemos com o tempo que não existe uma fórmula única que, resulte numa educação eficaz e assegure um futuro repleto de vitórias e soluções mágicas no enfrentamento dos problemas que a vida nos reserva. Sem dúvidas, na relação doméstica  há sim uma realidade e um horizonte provável quando temos a sorte de conviver com uma família estruturada sócio/econômica/cultural. Dai para o campo político, o que nos intriga é que diversos setores da sociedade possuem acesso a cargos eletivos e independentemente de conveniências sócio/ideológicas, não conseguimos sequer imaginar  qual será a afinidade e os interesses que os eleitos irão defender, corroborar e, ou exercer com lealdade suas funções diante daqueles que dedicaram seu voto, sua esperança e incondicional confiança. Então por quê elegemos pessoas totalmente destoada e distante de nossos objetivos e de nossas expectativas? Se sabemos de antemão que essas pessoas, considerando seu passado, suas iniciativas e feitos negativos- portanto prejudiciais ao povo-, por quê as colocamos no poder? Há uma diferença profunda entre inimigo e adversário na vida política, social, pública, econômica, etc. O inimigo vai tentar  de todas as maneiras te destruir, opor a todas ações e valores que uma pessoas possui. Já o adversário, mesmo diante de uma possível derrota, está aberto a conversações, negociações e revisão quanto aos problemas, projetos e propostas deferidas por seus rivais. As atitudes reacionárias, autoritárias injustas comumente elaboradas e executadas pelos nossos governantes não são enigmas indecifráveis. ?? de simples percepção quando esses” representantes” mandam as favas seus eleitores, então vejamos: como seu governo vem conduzindo a saúde, a educação, o saneamento, a segurança… como eles gastam o dinheiro do orçamento constituído através do pagamento compulsório de impostos que fazemos todos os anos de nossa existência. Como por exemplo: um simples vereador debate e conduz, através de seu voto, projetos e problemas alancados pela população de determinado município?  Enfim, vamos nos desfazer do mistério em que não somos adversários e nem inimigos de quem quer que seja, mas que: ao elegermos políticos sabidamente desonestos e corruptos é porque vemos alguma vantagem, nos sujeitamos algum benefício imediato ou a troca de futilidades. Todavia, “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. ?? o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. (Fernando Pessoa)
PAULO CESAR CASSIN

 

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