Transição entre revestimentos no piso valoriza e resolve a integração entre ambientes nos projetos residenciais

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É inegável que a transição entre revestimentos aplicados no piso entrega uma composição completamente interessante e contemporânea. A bem da verdade, a expressividade estética dessa combinação já existe desde a arquitetura clássica como uma técnica que substitui a instalação das conhecidas soleiras largas que perderam espaço para a elegância dessa união.

"A junção entre dois revestimentos nos propicia a coesão visual dos projetos, além de demarcar o visual que planejamos para cada ambiente dentro de uma proposta de integração", afirma a arquiteta Juliana Faria.

Segundo ela, a implementação desse encontro é possível graças a evolução dos recursos que auxiliam na realização do acabamento, tornando esse detalhe construtivo praticamente imperceptível.

Para tanto, a profissional lança mão de perfis metálicos de baixíssima espessura e de diferentes formatos, bem como o alinhamento rigoroso das juntas com o objetivo de eliminar qualquer desnível. "O acabamento precisa ser extremamente delicado e são as características da obra que nos permite definir o elemento o item certo para cada situação", explica.

Assim, as soleiras de pedra, que antes acompanhavam a espessura das paredes e chegavam a medir até 20 cm de largura, praticamente desapareceram para dar lugar a uma leitura mais limpa dos espaços e uma circulação sem interrupções.

Cada revestimento tem sua função

Utilizar materiais diferentes continua sendo uma necessidade em muitos projetos. Cozinhas, lavanderias e varandas demandam pisos, como o porcelanato, com acabamentos seguros em função do contato com a água e gordura, enquanto salas e dormitórios podem contar com revestimentos mais aconchegantes, geralmente madeira ou vinílico.

Na concepção de Juliana, o desafio está em compatibilizar esses materiais com naturalidade. "Quando temos uma cozinha integrada ao living, essa conexão pode acontecer de maneira linear ou com paginações mais criativas, como acontece com ladrilhos ou os formatos hexagonais", comenta.

Ela também relaciona a delimitação de ambientes sem a criação de barreiras, como acontece nas propostas de integração. "Sem dúvidas a transição entre revestimentos corrobora na criação da identidade que idealizamos para cada cômodo, preservando a percepção de amplitude que buscamos quando optamos por esse conceito", opina a arquiteta.

Na execução deste apartamento duplex, a arquiteta Juliana Faria viabilizou a sinergia entre o piso cerâmico hexagonal cinza

especificado para a cozinha e o assoalho de madeira em réguas, que se prolonga para o estar | Fotos: Mônica Assan

A paginação escolhida influencia no resultado: enquanto alguns projetos adotam encontros lineares, outros exploram desenhos orgânicos que entregam uma encontro progressivo entre os revestimentos.

O acabamento começa no contrapiso

Experiente, a profissional ressalta e realça a importância de um planejamento técnico cuidadoso. "Quando revestimentos possuem espessuras diferentes, o contrapiso precisa ser preparado para que ambos terminem exatamente no mesmo nível", orienta.

O encontro entre o porcelanato e o vinílico exige o nivelamento do contrapiso para compensar as diferentes espessuras dos

revestimentos e garantir uma transição sem desníveis, explica a arquiteta Juliana Faria | Fotos: Divulgação

Em um dos projetos do escritório, Juliana utilizou piso vinílico na área social e revestimento cerâmico na cozinha sem qualquer perfil aparente entre eles. O acabamento evidencia a precisão da execução.

"O porcelanato instalado com argamassa pode atingir cerca de dois centímetros de espessura, enquanto o piso vinílico tem apenas dois ou três milímetros. Por isso, é necessário calibrar o contrapiso durante a execução para que ambos terminem perfeitamente nivelados", recomenda.

No espaço da varanda integrada ao dormitório, a arquiteta Juliana Faria escolheu a associação entre o ladrilho hidráulico hexagonal

e o assoalho de madeira. O encontro nivelado entre os materiais dispensa soleiras aparentes | Fotos: Gustavo Awad

A compatibilização entre os pisos considera fatores como o uso do ambiente, o comportamento dos materiais e a existência de diferenças de altura entre os revestimentos.

Os perfis de inox, por exemplo, protegem as bordas da madeira durante a instalação, reduzem o contato com a umidade da argamassa e oferecem acabamento quando há pequenos desníveis.

Sobre a arquiteta Juliana Faria

Juliana é arquiteta com sólida experiência em projetos de arquitetura de interiores. Depois de uma carreira no mundo corporativo, em 2026 completa 8 anos à frente do seu escritório. Nas reformas empreendidas, apresenta seu olhar apurado para composição, materiais e funcionalidade, aliado a uma habilidade natural de comunicação que faz seus clientes se sentirem ouvidos e seguros ao longo de todo o processo. Sua abordagem combina rigor técnico com sensibilidade humana — o resultado são espaços que não apenas impressionam visualmente, mas que fazem sentido para quem os habita.

Para a arquiteta Juliana Faria, a interligação entre dois revestimentos exige planejamento técnico e soluções discretas para garantir

continuidade estética, conforto e segurança, assim com promove em seus projetos | Fotos: Gustavo Awad (esq.) e Mônica Assan (dir.)

É inegável que a transição entre revestimentos aplicados no piso entrega uma composição completamente interessante e contemporânea. A bem da verdade, a expressividade estética dessa combinação já existe desde a arquitetura clássica como uma técnica que substitui a instalação das conhecidas soleiras largas que perderam espaço para a elegância dessa união.

“A junção entre dois revestimentos nos propicia a coesão visual dos projetos, além de demarcar o visual que planejamos para cada ambiente dentro de uma proposta de integração“, afirma a arquiteta Juliana Faria.

Segundo ela, a implementação desse encontro é possível graças a evolução dos recursos que auxiliam na realização do acabamento, tornando esse detalhe construtivo praticamente imperceptível.

Para tanto, a profissional lança mão de perfis metálicos de baixíssima espessura e de diferentes formatos, bem como o alinhamento rigoroso das juntas com o objetivo de eliminar qualquer desnível. “O acabamento precisa ser extremamente delicado e são as características da obra que nos permite definir o elemento o item certo para cada situação”, explica.

Assim, as soleiras de pedra, que antes acompanhavam a espessura das paredes e chegavam a medir até 20 cm de largura, praticamente desapareceram para dar lugar a uma leitura mais limpa dos espaços e uma circulação sem interrupções.

Cada revestimento tem sua função

Utilizar materiais diferentes continua sendo uma necessidade em muitos projetos. Cozinhas, lavanderias e varandas demandam pisos, como o porcelanato, com acabamentos seguros em função do contato com a água e gordura, enquanto salas e dormitórios podem contar com revestimentos mais aconchegantes, geralmente madeira ou vinílico.

Na concepção de Juliana, o desafio está em compatibilizar esses materiais com naturalidade. “Quando temos uma cozinha integrada ao living, essa conexão pode acontecer de maneira linear ou com paginações mais criativas, como acontece com ladrilhos ou os formatos hexagonais”, comenta.

Ela também relaciona a delimitação de ambientes sem a criação de barreiras, como acontece nas propostas de integração. “Sem dúvidas a transição entre revestimentos corrobora na criação da identidade que idealizamos para cada cômodo, preservando a percepção de amplitude que buscamos quando optamos por esse conceito“, opina a arquiteta.

Na execução deste apartamento duplex, a arquiteta Juliana Faria viabilizou a sinergia entre o piso cerâmico hexagonal cinza

especificado para a cozinha e o assoalho de madeira em réguas, que se prolonga para o estar | Fotos: Mônica Assan

A paginação escolhida influencia no resultado: enquanto alguns projetos adotam encontros lineares, outros exploram desenhos orgânicos que entregam uma encontro progressivo entre os revestimentos.

O acabamento começa no contrapiso

Experiente, a profissional ressalta e realça a importância de um planejamento técnico cuidadoso. “Quando revestimentos possuem espessuras diferentes, o contrapiso precisa ser preparado para que ambos terminem exatamente no mesmo nível“, orienta.

O encontro entre o porcelanato e o vinílico exige o nivelamento do contrapiso para compensar as diferentes espessuras dos

revestimentos e garantir uma transição sem desníveis, explica a arquiteta Juliana Faria | Fotos: Divulgação

Em um dos projetos do escritório, Juliana utilizou piso vinílico na área social e revestimento cerâmico na cozinha sem qualquer perfil aparente entre eles. O acabamento evidencia a precisão da execução.

“O porcelanato instalado com argamassa pode atingir cerca de dois centímetros de espessura, enquanto o piso vinílico tem apenas dois ou três milímetros. Por isso, é necessário calibrar o contrapiso durante a execução para que ambos terminem perfeitamente nivelados”, recomenda.

No espaço da varanda integrada ao dormitório, a arquiteta Juliana Faria escolheu a associação entre o ladrilho hidráulico hexagonal

e o assoalho de madeira. O encontro nivelado entre os materiais dispensa soleiras aparentes | Fotos: Gustavo Awad

A compatibilização entre os pisos considera fatores como o uso do ambiente, o comportamento dos materiais e a existência de diferenças de altura entre os revestimentos.

Os perfis de inox, por exemplo, protegem as bordas da madeira durante a instalação, reduzem o contato com a umidade da argamassa e oferecem acabamento quando há pequenos desníveis.

Sobre a arquiteta Juliana Faria

Juliana é arquiteta com sólida experiência em projetos de arquitetura de interiores. Depois de uma carreira no mundo corporativo, em 2026 completa 8 anos à frente do seu escritório. Nas reformas empreendidas, apresenta seu olhar apurado para composição, materiais e funcionalidade, aliado a uma habilidade natural de comunicação que faz seus clientes se sentirem ouvidos e seguros ao longo de todo o processo. Sua abordagem combina rigor técnico com sensibilidade humana — o resultado são espaços que não apenas impressionam visualmente, mas que fazem sentido para quem os habita.

 

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