Novidades em hospitais- O Einstein Hospital Israelita passa a disponibilizar um exame de sangue para avaliação de concussão, desenvolvido pela Abbott e aprovado pela Anvisa. O teste é realizado por meio da tecnologia laboratorial e apoia a tomada de decisão clínica em pronto-atendimento, oferecendo aos médicos uma ferramenta objetiva e de fácil acesso, que pode reduzir o número de tomografias desnecessárias.
A nova tecnologia mede simultaneamente dois biomarcadores cerebrais: UCH-L1 e GFAP, proteínas liberadas na corrente sanguínea após um trauma craniano. Um resultado negativo do exame pode ser utilizado para descartar a necessidade de uma tomografia computadorizada. Para aqueles com resultado positivo, este teste complementa as tomografias para auxiliar os profissionais de saúde a avaliar se a pessoa apresenta uma lesão traumática cerebral leve.
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP

A testagem é feita a partir da coleta de amostra de sangue venoso, um procedimento comum e pouco invasivo e subsequente da análise automatizada em uma plataforma automatizada de imunoensaios da Abbott.
Em casos de possível concussão, a tecnologia possibilita melhorar a velocidade e a precisão da avaliação por meio deste, pois, já que o médico pode avaliar os níveis sanguíneos de GFAP e UCH-L1, um apoio na anamnese (avaliação baseada em perguntas médicas), no tratamento e na recuperação.
Lesões traumáticas leves, como concussões, estão entre as ocorrências mais comuns em pronto-socorro, especialmente nos casos de quedas e impactos após acidentes com automóveis. Globalmente, cerca de 69 milhões de pessoas sofrem algum tipo de lesão cerebral traumática por ano, segundo artigo publicado na National Library of Medicine. A ausência ou atraso no diagnóstico pode agravar quadros e prolongar sintomas, que vão desde alterações motoras e sensoriais até prejuízos de memória e cognição.

“Esse é um avanço importante para a medicina de emergência e para a qualidade do cuidado, que combina tecnologia, eficiência e impacto real na experiência do paciente”, afirma Marcos Queiroz, diretor de Medicina Diagnóstica do Einstein.
O novo teste apresenta 96,7% de sensibilidade e 99,4% de valor preditivo negativo, e pode ser utilizado na avaliação de pacientes maiores de 18 anos, atendidos até 12 horas após o trauma, ressalta ainda Cristóvão Mangueira, diretor de Medicina Laboratorial do Einstein.
Júlio Aderne, gerente geral da Divisão de Diagnóstico Laboratorial da Abbott no Brasil reforça que os profissionais de saúde aguardavam por um exame de sangue para o cérebro como este para ajudar a acelerar a taxa com que uma concussão pode ser descartada — ou confirmada, e que agora está sendo implementado. “A partir de agora estes profissionais contarão com uma informação valiosa para um melhor diagnóstico, tomada de decisão e como resultado, o melhor tratamento possível”, conclui ele.
Mais novidades- Sirio Libanês
Especialista do Sírio-Libanês comenta alerta da Anvisa sobre o risco de pancreatite associado ao uso indevido de “canetas emagrecedoras”
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa emitiu um alerta de farmacovigilância para reforçar as orientações de segurança sobre o uso de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, diante do aumento das notificações de pancreatite no país. Entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 suspeitas de pancreatite relacionadas ao uso desses medicamentos no Brasil, incluindo seis casos suspeitos de óbito.

Embora a pancreatite aguda já conste em bula, o alerta chama atenção especialmente para o uso sem indicação clínica e sem acompanhamento médico.
Segundo Paula Fabrega, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, a relação direta entre os análogos de GLP-1 e pancreatite ainda não está completamente estabelecida, já que a condição é mais prevalente em pessoas portadoras de diabetes e também em pacientes portadores de obesidade, principalmente em processo de perda de peso, independentemente do uso de medicamentos.
“O mais importante é que essas terapias sejam utilizadas com prescrição e acompanhamento médico, com orientação clara sobre riscos e sinais de alerta, como dor abdominal intensa com irradiação para o dorso”, afirma. Para a endocrinologista, a ausência de acompanhamento médico é um fator crítico. “A falta de orientação adequada e de acompanhamento clínico, pode atrasar o reconhecimento dos sintomas e a busca por atendimento adequado”, finaliza.
Leia + sobre saúde