Polícia Civil investiga suspeita de lavagem de dinheiro na Saúde de Nova Odessa

Policiais apreenderam R$ 30 mil em dinheiro com enfermeiro em restaurante de Campinas; empresa presta serviços e mantém contrato com Prefeitura

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A Polícia Civil investiga uma suspeita de lavagem de dinheiro que envolveria profissionais e contratos na Saúde de Nova Odessa após a apreensão de R$ 30 mil em espécie durante uma abordagem realizada no dia 22 de dezembro em um restaurante localizado no Jardim Eulina, em Campinas. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial do município como crime consumado previsto na Lei nº 9.613/98.

De acordo com o boletim de ocorrência ao qual o Novo Momento teve acesso, investigadores da Delegacia de Polícia de Monte Mor, com apoio da equipe do 3º DP de Campinas, deixavam um restaurante quando perceberam que um homem em uma motocicleta estaria fotografando os policiais. Diante da situação, os agentes realizaram a abordagem.

O homem, identificado como o enfermeiro N.L.S., de 59 anos, demonstrou nervosismo e afirmou inicialmente que apenas tirava fotos do local. Questionado sobre uma sacola que carregava, ele informou conter dinheiro que seria entregue a uma pessoa ‘desconhecida’, que chegaria em um Honda Civic prata, a pedido de um médico de Nova Odessa identificado como “Dr. Lucas”.

Segundo apurado, o “Dr. Lucas” citado no registro policial supostamente seria o secretário de Saúde de Nova Odessa, Lucas Bento da Silva Isepon. Ainda conforme o relato, o enfermeiro afirmou que possui uma empresa que presta serviços na área da saúde e mantém contrato com a Prefeitura de Nova Odessa, firmado por meio de licitação.

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Pagamento de médicos

O profissional ainda alegou aos policiais civis que os valores recebidos do município seriam destinados ao pagamento de médicos que prestam serviços à prefeitura e que, a pedido desses profissionais, os pagamentos seriam feitos em dinheiro ‘vivo’.

Durante a abordagem, uma segunda pessoa se aproximou dos policiais e questionou o que estava acontecendo, afirmando que aguardava sua mãe no local. Posteriormente, os investigadores perceberam que a imagem exibida no celular de N., enviada para identificar quem receberia o dinheiro, correspondia ao homem que havia se aproximado, que deixou o local antes de ser localizado.

Além do dinheiro, os policiais apreenderam um telefone celular do investigado, que foi lacrado e encaminhado para análise. Na delegacia, o enfermeiro apresentou o aparelho, onde foi constatado que as fotos registradas eram mesmo da fachada do restaurante.

O investigado foi assistido por advogado e teve o caso apresentado à autoridade policial, que determinou o registro da ocorrência e a apreensão do dinheiro e do celular para a adoção das medidas de Polícia Judiciária cabíveis. A ocorrência segue sob apreciação do delegado titular do 3º DP de Campinas.

O NM entrou em contato com a Prefeitura de Nova Odessa, através da Diretoria de Comunicação, para saber o posicionamento do secretário de Saúde e da administração municipal. A resposta foi a seguinte: “A Prefeitura de Nova Odessa desconhece os fatos narrados e, assim que obtiver informações do suposto ocorrido por meios oficiais, irá apurar a veracidade das informações para poder se manifestar”.

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