Entenda como a alimentação natural evoluiu na medicina veterinária, quais cuidados garantem segurança nutricional e por que a suplementação diária é indicada

A alimentação natural para cães e gatos deixou de ser tendência de nicho e passou a ocupar espaço real na rotina de clínicas e consultórios veterinários. O motivo é simples: tutores querem dietas mais individualizadas, com mais transparência sobre ingredientes e com propostas alinhadas às necessidades fisiológicas dos pets, considerando espécie, fase e estilo de vida, condição clínica e metabolismo.

Na prática, falar em alimentação natural não é “cozinhar por conta própria”. É adotar um modelo alimentar baseado em ingredientes de origem natural, com controle de qualidade, composição definida e função nutricional planejada, seguindo critérios técnicos e diretrizes internacionais reconhecidas.

Alimentação natural “de verdade”: o que entra no prato e o que não pode faltar

De forma objetiva, alimentação natural é uma dieta formulada com ingredientes in natura ou minimamente processados, sem adição de corantes e conservantes artificiais. Mas o ponto central não é apenas a lista de ingredientes, e sim o equilíbrio nutricional.

Por isso, é essencial separar alimentação natural de “comida improvisada”: preparações caseiras feitas sem critério técnico, com sobras de comida humana ou combinações aleatórias não caracterizam uma dieta nutricionalmente adequada. E o risco não é teórico: erros na composição podem gerar deficiências ou excessos de nutrientes, com impacto direto no desenvolvimento, na imunidade e no bem-estar do animal.

Alimentação natural não é sinônimo de ‘cozinhar qualquer coisa’. Ela precisa de formulação, cálculo e propósito nutricional. Quando a dieta é bem planejada, conseguimos alinhar a qualidade dos ingredientes com segurança e equilíbrio”, explica Celina Okamoto, médica-veterinária nutróloga.

Assim como ocorre com alimentos industrializados completos, uma alimentação natural bem conduzida precisa ser balanceada e atender integralmente às exigências nutricionais do pet, respeitando sua individualidade biológica.

Celina reforça que a transição para esse tipo de dieta envolve planejamento e conhecimento técnico: escolha e função dos ingredientes, proporções corretas entre macro e micronutrientes e ajustes conforme necessidades específicas de cada animal.

Dieta caseira precisa de suplementação?

Uma das dúvidas mais comuns entre tutores e até entre profissionais que lidam com esse público é se uma dieta caseira “bem feita” dá conta de tudo. Segundo Celina Okamoto, mesmo quando bem formuladas, estudos da AFCO (Association of American Feed Control Officials – Associação Americana Oficial de Controle de Alimentos para Animais) e da NRC (National Research Council – Conselho Nacional de Pesquisa) mostram que dietas caseiras não atingem isoladamente todas as exigências nutricionais.

A boa intenção do tutor não garante, sozinha, a completude nutricional. Existem nutrientes que dificilmente fecham ‘no prato’ sem suplementação. O objetivo é dar previsibilidade: o pet precisa receber tudo o que é essencial, todos os dias”, reforça.

Entre os nutrientes mais críticos em dietas caseiras estão cálcio, zinco, iodo, selênio, manganês e vitaminas D e E. Além disso, costuma-se recomendar a inclusão de ômega 3 (EPA e DHA), associado a suporte metabólico, imunológico e inflamatório.

Nesse cenário estão as soluções de suplementação desenvolvidas especificamente para pets em alimentação natural, com o objetivo de apoiar condutas mais seguras e consistentes. “A suplementação ajuda a garantir dietas caseiras nutricionalmente completas, reduzir erros de formulação e deficiências e facilitar a prescrição e a adesão ao manejo nutricional”, explica a especialista.

É importante reforçar que mudanças repentinas na alimentação podem causar desequilíbrio da flora intestinal, levando a problemas como diarreia, vômitos ou desconforto abdominal. Isso acontece porque o intestino precisa de tempo para se adaptar a novos alimentos. A microbiota intestinal é formada por milhões de bactérias “boas” que ajudam na digestão, na absorção de nutrientes e na defesa do organismo.

Qualquer item diferente incluído na dieta, como novos nutrientes, alimentos, petiscos, por exemplo, podem alterar esse equilíbrio. Quando isso acontece de forma brusca, essas bactérias são afetadas, o que pode desorganizar o funcionamento do intestino.

Por isso, a recomendação é que sempre que for feita troca ou adição de algo na alimentação, o ideal é fazer a transição de forma gradual, permitindo que o organismo se adapte com mais tranquilidade.

A especialista ressalta, também, que caso o animal já apresente disbiose (desequilíbrio da flora intestinal), é importante tratar essa condição antes de introduzir novos alimentos ou suplementos. Ela reforça que um intestino já sensibilizado pode reagir ainda mais às mudanças, dificultando a recuperação.

Ao equilibrar a microbiota antes, o organismo consegue responder melhor à alimentação e aos nutrientes, tornando o processo mais seguro e eficaz.

Sobre a Botupharma:

A Botupharma® atua em saúde animal, transformando ciência e tecnologia em uma ampla gama de produtos para a saúde e o bem-estar dos pets, com suporte ao trabalho de médicos-veterinários e profissionais do setor.

A linha Food Dog é uma marca Botupharma que oferece suplementos para alimentação natural desenvolvidos para uso diário, com vitaminas e minerais voltados ao balanceamento da dieta caseira, com o objetivo de apoiar a prática clínica, ajudando a garantir dietas completas.