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Carnaval também pode ser para todos: Dr. Matheus Trilico orienta como neurodivergentes podem curtir a folia com mais conforto

 

Enquanto milhões de brasileiros aguardam o Carnaval com entusiasmo, para muitas pessoas com TDAH e Transtorno do Espectro Autista (TEA), a data pode representar um verdadeiro desafio sensorial. Sons intensos, multidões, calor, excesso de estímulos visuais e mudanças na rotina podem gerar sobrecarga e ansiedade.

Segundo o neurologista Dr. Matheus Trilico, referência no tratamento de adultos com TDAH e autismo, é possível, sim, aproveitar a festa, desde que haja planejamento.

“O problema não é o Carnaval em si, mas o excesso de estímulos sem preparo. Quando a pessoa entende seus limites e se organiza, a experiência pode ser mais leve e até prazerosa”, explica o neurologista.

 

Por que o Carnaval pode ser desafiador?

 

Pessoas neurodivergentes costumam ter maior dificuldade sensorial. Isso significa que:

 

  • Sons altos podem ser fisicamente desconfortáveis.
  • Luzes e cores intensas podem gerar irritação.
  • Contato físico inesperado pode causar estresse.
  • Mudanças bruscas na rotina aumentam a ansiedade.

 

No caso do TDAH, a impulsividade e a dificuldade de autorregulação também podem impactar decisões durante festas longas e ambientes muito estimulantes.

 

 

Kit sobrevivência para curtir o Carnaval

 

O Dr. Matheus sugere um “kit estratégico” para reduzir riscos de sobrecarga:

 

  • Protetor auricular ou fones com cancelamento de ruído.
  • Óculos escuros para reduzir estímulo visual.
  • Garrafa de água (hidratação ajuda na regulação emocional).
  • Boné ou chapéu para proteção térmica.
  • Planejamento prévio de trajeto e ponto de saída.
  • Combinar tempo máximo de permanência.
  • Ter um “ponto seguro” para pausas.

Dr. Matheus explica que uma rota de saída definida é fundamental. A sensação de controle reduz significativamente a ansiedade”, orienta o neurologista. Para o médico, é importante desconstruir a ideia de que todos precisam viver o Carnaval da mesma forma.

“Cada cérebro funciona de um jeito. Se para alguém o melhor plano é um bloco menor ou até uma reunião em casa com amigos, está tudo bem. Inclusão também significa respeitar a própria forma de participar”, diz Trilico. O médico reforça que familiares e amigos devem estar atentos a sinais de sobrecarga, como irritabilidade súbita, isolamento, dor de cabeça ou necessidade urgente de sair do ambiente.

“Mais do que falar sobre festa, o tema abre espaço para discutir inclusão e saúde mental. O lazer é um direito. Mas ele precisa ser acessível para diferentes perfis neurológicos. Informação é a principal ferramenta para isso”, finaliza Dr. Matheus Trilico.

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