Manifestação ocorreu em frente ao Paço Municipal e cobrou diálogo com o prefeito; categoria aponta prejuízo de até R$ 1,5 mil mensais

Um grupo de guardas civis municipais de Nova Odessa, acompanhado por servidores de outros setores, realizou uma manifestação na manhã desta segunda-feira (6) em frente ao Paço Municipal. O ato teve como foco reivindicações relacionadas a perdas salariais, mudanças nas escalas de trabalho, folgas e outros direitos da categoria.

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guardaDe acordo com os manifestantes, os prejuízos financeiros podem chegar a cerca de R$ 1,5 mil por mês e já se estendem há mais de um ano. A principal queixa envolve a suspensão do adicional de risco — um bônus de 52% — interrompido após decisão judicial baseada em ação do Ministério Público.

Durante o protesto, os servidores exibiram cartazes com frases como “GCM em luto”, “Pior gestão para GCM”, “Cadê a linha de comando” e “Não aceitamos perder direitos”. Também entoaram gritos direcionados ao prefeito Cláudio Schooder-Leitinho, cobrando posicionamento e diálogo.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Luís Fernando Nascimento da Silva, afirmou à reportagem que a entidade atuou apenas como intermediadora entre os servidores e a administração municipal. Segundo ele, o movimento não foi organizado pelo sindicato, que busca promover o diálogo entre as partes.

Sindicato e Guardas

Os manifestantes tentaram uma agenda com o chefe do Executivo, mas foram recebidos pelo secretário de Governo, Odair Dias, que ouviu algumas das demandas apresentadas. Está marcada para a próxima quinta-feira, dia 9, assembleia da categoria.

Entre as reivindicações, a categoria pede a manutenção das três folgas e do pagamento de horas extras até que haja uma reposição salarial que compense as perdas.

Após o ato em frente ao Paço Municipal, parte dos manifestantes seguiu até a frente de uma emissora de rádio, onde o vice-prefeito Alessandro Miranda-Mineirinho concedia entrevista, dando continuidade às cobranças por respostas do poder público.

O Novo Momento entrou em contato com a Prefeitura, através da Diretoria de Comunicação, para saber o posicionamento a respeito das reivindicações e do protesto em si. Mas até o fechamento da reportagem não houve retorno.

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