Nos últimos anos, o consumo de moda por parte do brasileiro

das classes C e D aumentou, e um dos principais motivos é a expansão da moda acessível, que vem se tornando uma saída cada vez mais buscada pelos consumidores.

Com menos dinheiro, o consumidor pode adquirir um produto de alta qualidade e que segue as tendências da moda nacional, e até mesmo internacional, graças às varejistas que investem em moda acessível, oferecendo produtos com excelente custo-benefício.

Outro ponto que merece destaque é a presença de produtos licenciados, com uma constante atualização em seu catálogo, seja para moda feminina, masculina ou infantil, sempre com o intuito de oferecer o que está na moda para todo o público.

A gerente de marketing do Grupo Avenida, Fernanda Marchezin, aponta o planejamento como forma de proporcionar moda acessível para todos. “Com ferramentas de pesquisas internacionais, viagens e estudos, podemos seguir o calendário de moda internacional. Isso é uma forma prática e eficiente de manter todos os clientes atualizados quando falamos de tendências, desde a cartela de cor até a modelagem, entregando um produto de alta qualidade, mas com um valor que consumidores das classes C e D podem pagar”.

E este público é, disparado, o maior no Brasil. Segundo um levantamento da Tendências Consultoria, o Brasil terminou 2022 com mais da metade da população pertencendo às classes D e E (renda mensal domiciliar de até R$ 2,9mil). O total da população nestas classes é de 50,7%.

Somados aos 33,3% da população da classe C, são 84% de brasileiros nestas três faixas. A classe B conta com 13,2%, enquanto apenas 2,8% são de classe A no Brasil.

Moda acessível: caminho e tendência pra expansão do segmento

Para Fernanda, os brasileiros presentes nestes grupos acompanham as tendências, em especial pela TV (looks de novelas e de apresentadores), bem como nas redes sociais, seguindo alguns dos principais influencers com foco em moda.

Tatuagem: Dicas e cuidados

Além disso, ela citou a importância de se levar moda acessível para todo o país, em especial para lugares distantes das principais cidades de cada estado do Brasil, ampliando ainda mais esta acessibilidade para este grupo de pessoas.

“O brasileiro é rápido em realizar a leitura de tendências e, por isso, é comum sempre anteciparmos as tendências mundiais com esta proposta acessível por meio de catálogos completos, com opções de produtos licenciados e que também podem ser levados para os municípios mais afastados dos grandes centros do Brasil”, revela.

Fato é que a moda acessível já ocupou um espaço relevante no coração dos consumidores, e a projeção é de que seja ampliada cada vez, levando todas as novidades do mundo da moda.

 

Mega Fashion Week debate uso de dados para o sucesso de varejistas

O Mega Polo Moda, o maior complexo de vestuário atacadista do País, deu início neste domingo (05/03) à tradicional Mega Fashion Week (MFW). Considerado pelo mercado da moda como um termômetro para indicar tendências de comportamento e economia, o evento vem antecipando em primeira mão os looks da nova estação. A abertura contou com a presença da consultora de negócios Alzira Vasconcelos, que falou sobre o poder do uso de dados na criação de estratégias de vendas para os varejistas.

Criadora da primeira escola de varejo de moda do Brasil, Alzira abordou a mudança na relação entre marcas, varejistas e consumidores impulsionada pelos novos conceitos da moda virtual. “Estamos vivendo o retrocesso do metaverso, que nos trouxe ansiedade e angústia”, disse a empresária. “O importante é garimpar os dados do seu cliente, usar de formar adequada e fazer o dever de casa. O lojista deve se atentar ao que é tendência para seu público e não ao que está na moda”, continuou.

A consultora seguiu dando dicas valiosas aos varejistas de todo País que lotaram o Mega Polo para a abertura da semana de moda. “Olhe o histórico de vendas, construa relatórios do que vendeu mais, com o tipo e o perfil de quem comprou”, recomendou Alzira. “Olhe para o produto de liquidação de sua loja sem desprezo, mas se pergunte por que as peças encalharam e cuide da próxima compra. Comprar errado faz parte, mas comprar certo é o sucesso do negócio”, concluiu.

A 34ª edição da Mega Fashion Week vai até sexta terça-feira (07/03). O evento vem servindo de palco para o lançamento da temporada outono/inverno das 150 marcas que fazem parte do maior complexo comercial de vestuários da região do Brás.

Siga o Novo Momento no Instagram @novomomento