Mesmo com a chegada do verão, o Sistema Cantareira voltou a registrar um volume preocupante: apenas 19,9% de sua capacidade total. O sistema quando fica baixo costuma usar água do PCJ (sistema que atende toda a região) e deve dificultar o fornecimento de água este ano.

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Na crise de 2014 e 2015, os estudos se voltaram para usar água do PCJ para amenizar a crise da água na Grande São Paulo.

O índice, verificado nesta quinta-feira (8/1), repete o cenário observado há exatamente um mês e revela que, apesar do período chuvoso, a vazão natural continua abaixo do esperado, agravando o risco de desabastecimento na região metropolitana de São Paulo.

Responsável por atender cerca de 7,3 milhões de pessoas diariamente, o Cantareira encontra-se novamente próximo da chamada Faixa 5 de operação, considerada a mais restritiva.

Caso esse limite seja oficializado, a vazão permitida para retirada de água cai para 15,5 metros cúbicos por segundo (m³/s), o que pode sobrecarregar outros mananciais da capital e comprometer o fornecimento em diferentes bairros.

Chuvas abaixo da média e pior ano Cantareira desde 2015

O que mais chama atenção neste cenário é que, mesmo em janeiro, quando as chuvas costumam ser mais intensas, o volume de água que entra nos reservatórios tem sido irrisório. Segundo dados da Sabesp, entre os dias 1º e 7 deste mês, o sistema recebeu apenas 14,53 m³/s, o que representa quase cinco vezes menos do que a média histórica para o período, que é de 67,3 m³/s.

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