A decisão do prefeito Henrique do Paraíso de retirar Rafael Virginelli da Secretaria de Saúde e promovê-lo à Chefia de Gabinete foi interpretada nos bastidores de Sumaré como uma jogada estratégica de alto impacto político.
+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP
Longe de representar recuo, a movimentação consolidou ainda mais o núcleo de confiança do Executivo. A Chefia de Gabinete é o coração político da administração: é o setor que controla agenda, articulações, diálogo com vereadores e a filtragem das demandas que chegam ao prefeito. Ao colocar Virginelli nessa posição, Henrique do Paraíso reforça o comando interno e centraliza a interlocução política.
Recado direto: Henrique não governa sob pressão
Interlocutores do governo afirmam que a mudança deixa claro que o Executivo não aceita “faca no pescoço” nem imposições externas sobre sua equipe. Em vez de ceder a pressões políticas, o prefeito promoveu seu aliado para um cargo ainda mais estratégico.
A leitura predominante é de que a tentativa de tensionar a relação institucional acabou produzindo efeito contrário: fortaleceu o núcleo do governo.

Câmara exposta
No Legislativo, presidido por Helio Silva, o movimento foi recebido com surpresa. A nova configuração política faz com que qualquer articulação institucional passe diretamente pelo chefe de gabinete — função agora ocupada por quem vinha sendo alvo de críticas.
Nos bastidores, vereadores admitem que a Câmara perdeu espaço na queda de braço. A iniciativa do prefeito não apenas blindou um aliado como redesenhou o eixo de poder, colocando o Executivo em posição ainda mais consolidada.
Movimento calculado
Analistas políticos avaliam que a decisão foi uma “tacada de mestre”. Ao transformar um foco de desgaste em reposicionamento estratégico, Henrique do Paraíso reafirmou autoridade e demonstrou habilidade na condução política.
O recado foi claro: o Executivo define sua equipe, conduz sua estratégia e não governa sob imposição. Em um cenário de tensão institucional, a jogada reforçou a força do Paço e evidenciou a fragilidade da Câmara na disputa de bastidores.

Leia + sobre política regional