O Programa de Monitoramento de Aves da Divisão da Fauna Silvestre (DFS) registrou uma espécie rara de ave na cidade de São Paulo, o bico-reto-de-banda-branca. O animal foi identificado no Refúgio de Vida Silvestre Anhanguera (RVS), no dia 20 de janeiro. Após o registro, o pássaro foi incorporado ao Inventário da Fauna Silvestre e passou a ser monitorado pela equipe da DFS para garantir a integridade do animal.

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O bico-reto-de-banda-branca (Heliomaster squamosus) é um beija-flor endêmico do Brasil, que vive majoritariamente entre Paraná e o nordeste brasileiro, sendo conhecido por ocupar matas de galeria, campos, caatinga e cerrado. A espécie é relativamente rara no município e foi registrada pela primeira vez no Parque do Piqueri, na zona leste, e posteriormente, em mais cinco áreas verdes da cidade.

ave rara

O Programa responsável pela identificação do animal, já registrou mais de 3.500 indivíduos de 138 espécies diferentes. Realizada desde 2005 em diversas áreas verdes de São Paulo, a iniciativa tem como objetivo acompanhar aves reabilitadas e reintroduzidas à natureza.

Os monitoramentos ocorrem mensalmente no RVS Anhanguera e no Parque Ibirapuera, utilizando metodologia captura e recaptura por meio da instalação de redes de neblina e marcação com anilhas.

O acompanhamento contínuo da avifauna em áreas protegidas é fundamental para o fortalecimento das estratégias de conservação da fauna silvestre no município. P

ara o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, a iniciativa é importante para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade paulistana, “O registro da nova espécie representa um marco importante para a fauna de São Paulo e reforça a relevância do monitoramento contínuo. Esse trabalho é de extrema importância para o fortalecimento das ações de conservação e de acompanhamento das espécies“, declarou o titular da pasta.

Refúgio de Vida Silvestre Anhanguera rara

Localizado no bairro de Perus, a Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre Anhanguera, foi criado em 8 de junho de 2020, tendo como objetivo a preservação dos recursos nativos e a proteção da fauna local ou migratória, bem como garantir o conhecimento e a proteção de sua biodiversidade.

Com uma área total de 7,4 milhões de metros, o espaço é gerido pela Divisão de Gestão de Unidades de Conservação (DGUC) da SVMA.

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