Um grupo de motoboys participou, nesta quarta-feira (8), de uma reunião na Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste com o presidente do Legislativo, vereador Júlio César Kifú. Durante o encontro, o parlamentar apresentou aos profissionais um projeto de lei, que ainda será protocolado, voltado à organização das entregas em condomínios residenciais e comerciais. A proposta foi aprovada pelos trabalhadores presentes, que também aproveitaram a reunião para apresentar demandas da categoria.
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Entre os participantes estavam os representantes da empresa Elo Delivery, Vitor Augusto Lopes Romero e Danilo da Fonseca Braz Braz, que destacaram a importância do diálogo com o poder público. Segundo eles, a empresa conta com centenas de entregadores cadastrados na cidade e atua com diferentes tipos de entrega, o que evidencia a relevância do setor para a economia local. Os empresários ressaltaram que a proposta discutida pode trazer mais organização e segurança tanto para os profissionais quanto para os clientes.

O projeto apresentado por Kifú estabelece que as entregas sejam realizadas preferencialmente na portaria ou em local definido pelos condomínios, evitando o acesso dos motoboys às áreas internas. A medida prevê exceções para idosos, pessoas com deficiência, gestantes e moradores com mobilidade reduzida. Para os representantes da Elo Delivery, a regulamentação pode reduzir riscos, já que muitos entregadores hoje precisam deixar motos na rua e acessar prédios, o que compromete a segurança e a produtividade.
Além do projeto de lei, o vereador informou que pretende protocolar uma indicação para criação de faixas exclusivas de parada para motos em vias de maior movimento. Outro ponto discutido foi a implantação de pontos de apoio para motoboys, demanda reforçada pelos participantes.
Motoboys influencer
O motoboy e influencer digital Guilherme Prado Felipe, conhecido como “Gripado”, afirmou que a principal demanda da categoria na cidade é a criação de pontos de apoio, especialmente para trabalhadores de aplicativo, que passam o dia nas ruas sem acesso a água, banheiro ou tomada para recarregar os aparelhos de celular. Ele também destacou a necessidade de conscientização da população sobre a importância desse trabalho, ainda hoje visto com desconfiança por muitos munícipes. “Muitas vezes o cliente faz o pedido, mas tem medo de abrir o portão para os entregadores quando eles chegam nas casas. Ainda somos vistos por muitos como bandidos”, disse.
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