Quem depende de ônibus em Americana sabe como a conta pesa. A tarifa de R$ 5,20 não combina com o tamanho da cidade, e o serviço nem sempre acompanha o que a população precisa. Faltam linhas em alguns bairros, os horários nem sempre ajudam, e muita gente acaba deixando de ir e vir simplesmente porque fica caro demais.

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E isso não é algo inevitável. Tem cidade parecida com Americana que já decidiu fazer diferente. Maricá (RJ), Caucaia (CE) e Parauapebas (PA) são exemplos de lugares que adotaram a tarifa zero e mudaram a lógica do transporte. Não é perfeito, mas mostra que dá para sair do modelo atual.

Tarifa

Aqui, o transporte ainda é tratado como um custo que o usuário tem que bancar, quando na verdade já existe dinheiro público sustentando o sistema. Hoje, o município repassa cerca de R$ 2 milhões em subsídio para a empresa de transporte. Ou seja, a cidade já paga e ainda cobra do passageiro. Quando a passagem é cara, menos gente usa. E quando menos gente usa, o sistema piora. É um ciclo que não resolve o problema.

Falar em tarifa zero é pensar em outro caminho.

Mais gente circulando, mais acesso ao trabalho, ao comércio e aos serviços. A cidade ganha com isso, não é só quem pega o ônibus. Está aí uma alternativa concreta para fortalecer o comércio da região central de Americana, trazendo mais movimento, mais clientes e mais vida para o centro.

Claro que não é simples. Precisa de planejamento, transparência sobre os custos e definição clara de onde virão os recursos. Mas também não dá para fingir que o modelo atual está bom.
Americana tem tamanho e condições para encarar esse debate de frente. No fim das contas, não parece ser uma questão de possibilidade, mas de decisão.

Ônibus americana

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