O Idec, em parceria com a ACT Promoção da Saúde, o Instituto Desiderata e a FIAN Brasil, lança uma nova etapa da campanha “Comer Bem na Escola”, agora centrada na captação de assinaturas em apoio à aprovação de leis. A iniciativa direciona esforços para São Paulo e o Pará, onde projetos de lei que buscam melhorar a qualidade da alimentação escolar estão em fases decisivas de tramitação.
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A campanha tem como objetivo mobilizar a sociedade e pressionar tomadores de decisão pela aprovação de políticas públicas que restrinjam a oferta de produtos alimentícios ultraprocessados nas escolas, promovendo ambientes mais saudáveis para crianças e adolescentes. Como parte da estratégia, a iniciativa também estimula a participação popular por meio de petições on-line, que serão entregues às autoridades locais como demonstração concreta de apoio social.
Em São Paulo, o Projeto de Lei nº 344/2023 encontra-se em fase final de tramitação e aguarda votação em plenário. No Pará, o Projeto de Lei nº 530/2025 segue em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Ambos representam avanços relevantes na consolidação de políticas públicas voltadas à promoção da alimentação saudável no ambiente escolar.
Segundo Giorgia Russo, nutricionista e especialista em Saúde do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec, o momento é decisivo. “Contamos com a população para demonstrar apoio social para garantir o avanço dessas propostas. Nosso objetivo é tornar o tema visível e urgente para autoridades e para a sociedade”.

A iniciativa parte do reconhecimento de que a escola exerce papel central na formação de hábitos alimentares. Ao mesmo tempo em que educa, também pode expor os estudantes a produtos alimentícios nutricionalmente inadequados, seja por meio do comércio de alimentos nas escolas, dos alimentos levados de casa ou da oferta disponível no entorno escolar.
Experiências anteriores e evidências acumuladas indicam que políticas de restrição a ultraprocessados contribuem não apenas para a saúde dos estudantes, mas também para o desempenho escolar e o desenvolvimento de uma relação mais consciente com a alimentação. Além disso, essas iniciativas podem impulsionar economias locais ao valorizar alimentos in natura e produções regionais.
Nesta nova fase, a campanha aposta em uma comunicação mais direta, positiva e acessível, destacando exemplos concretos de escolas que já adotam práticas alimentares mais saudáveis. A estratégia inclui ações de imprensa, redes sociais, produção de conteúdo digital e o engajamento de influenciadores para ampliar o alcance da mensagem.

O principal chamado ao público é claro: apoiar a aprovação das leis por meio da assinatura de petições e do engajamento direto com representantes políticos. A campanha também disponibiliza ferramentas para que cidadãos e cidadãs possam disseminar informações, pressionar autoridades e fomentar o debate em suas comunidades.
Idec
O Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec propõe uma transformação no sistema alimentar a partir das escolas. A expectativa é que, ao garantir ambientes escolares mais saudáveis, seja possível formar gerações mais conscientes e produzir impactos duradouros para a saúde pública e para a sociedade como um todo.
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