São Vicente reduz atendimento aos clientes em Nova Odessa: 5×2
Unidade da Avenida Ampelio Gazzetta volta a encerrar atividades às 20h aos domingos: testando a nova escala 5×2 (duas folgas semanais) aos colaboradores com o fim do 6×1
A partir deste domingo (31), a unidade de Nova Odessa do Supermercado São Vicente voltou a encerrar as atividades mais cedo, às 20h e não mais 22h, dessa forma reduzindo o horário de atendimento aos clientes. A medida faz parte da adoção da nova escala de trabalho dos colaboradores, 5×2, e não mais 6×1.
De segunda-feira a sábado o horário de funcionamento é das 7h às 22h, enquanto aos domingos, das 7h às 20h. O novo modelo, que está sendo testado na unidade novaodessense, estabelece duas folgas semanais, mantendo a carga horária semanal, uma com mudança na rotina dos funcionários.
O Grupo São Vicente divulgou à imprensa que essa nova escala “proporciona maior previsibilidade na jornada de trabalho, melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional e mais tempo para a convivência familiar, lazer e cuidados com a saúde”.
Entretanto, como toda medida que impacta as finanças de empresas, o Grupo SV irá acompanhar os “indicadores de desempenho, como melhoria do turnover, redução do absenteísmo (faltas, justificadas ou não) e desempenho operacional, avaliando a viabilidade de expandir o modelo para as demais lojas do grupo”.
“Com a iniciativa, o Grupo São Vicente reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do negócio e a construção de um ambiente de trabalho que valoriza suas equipes, em alinhamento com os valores de Atenção às Pessoas, Felicidade e Empatia”, destacou.
A empresa ressalta ainda, os benefícios concedidos aos seus colaboradores, dentre eles: vale-refeição, vale-transporte, convênio médico Unimed – com isenção da mensalidade, assistência odontológica, Wellhub, crédito consignado, apoio psicológico, café da manhã e/ou da tarde no local, campanhas de incentivo e Presença Premiada – programa de assiduidade.
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Tema divide opiniões
Com a aprovação em Brasília do fim da escala 6×1, e a consequente adoção do formato 5×2 (duas folgas semanais), diversas empresas começam a divulgar a ‘boa ação’ de mudança nas escalas de trabalho de seus colaboradores. O tema tem sido amplamente discutido em todos os âmbitos, mas de modo superficial.
Pode-se perceber que o assunto divide opiniões de especialistas e no meio político. Enquanto políticos de esquerda e defensores do presidente Lula (PT) comemoram a aprovação da nova escala de trabalho, opositores do governo e de outras correntes ideológicas levantam questões que precisam ser avaliadas.
O atual governo do Brasil tem divulgado que o fim da escala 6×1 é um avanço nas relações de trabalho no país, reduzindo o estresse, a exaustão extrema (Síndrome de Burnout) e os índices de depressão. Proporciona mais tempo livre do trabalhador, com maior participação na vida familiar e lazer.
Além disso, o tempo extra pode ser usado para cursos de qualificação, estudos ou cuidados com a saúde. Também que trabalhadores descansados tendem a apresentar maior foco e rendimento, o que pode reduzir erros e faltas nas empresas, assim como aliviar a carga de muitas mulheres que acumulam tarefas domésticas.
Por outro lado, existem vozes alertando para impactos negativos a médio e longo prazos no país. A redução da jornada sem redução de salário eleva o custo por hora trabalhada, podendo afetar as margens de lucro das empresas. Evidente que muitas delas poderão repassar isso aos consumidores.
Nessa linha, para compensar os custos extras com pessoal ou tecnologia, empresas podem subir os preços de produtos e serviços. Ou seja, o trabalhador iria ter mais tempo livre, mas com seu salário conseguindo comprar cada vez menos coisas e pagando mais caro por mercadorias e serviços.
Principalmente os pequenos negócios – imensa maioria do Brasil – podem ter dificuldade em absorver os custos de novas contratações para cobrir a ausência dos funcionários. Sem falar que em algumas categorias, a mudança pode acabar com o pagamento de horas extras, reduzindo o salário final do empregado.
Por fim, para contornar a falta de mão de obra e os custos, grande parte das empresas podem aproveitar e optar por substituição de humanos por tecnologias (automação) ou recorrer à informalidade. Ainda mais neste momento em que avança a expansão de IA (Inteligência Artificial) no mundo.
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