O setor de supermercados prefere mais flexibilização do trabalho do que a proposta de fim da escala 6×1. A jornada de trabalho esteve entre as pautas debatidas durante a solenidade do Festival APAS SHOW nesta segunda-feira (18). Durante o encontro, o presidente da entidade, Erlon Ortega, discutiu os impactos de possíveis mudanças nos modelos na escala de trabalho ao lado de lideranças setoriais, empresários e autoridades públicas como Geraldo Alckimin, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.

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Durante seu discurso, Erlon disse que é preciso modernizar a discussão sobre jornada de trabalho e defendeu formatos mais flexíveis, que acompanhem as demandas de trabalhadores mais jovens e também de profissionais com mais de 50 anos, que buscam maior autonomia e formatos alternativos de rotina profissional.

“Hoje o jovem quer trabalhar cedo, ser empreendedor à tarde e estudar à noite. Tem outra demanda e outra visão do mercado de trabalho. Além disso, 10% dos nossos colaboradores são 50+, que por vezes querem uma jornada mais compacta”, afirmou.

350 mil vagas em supermercados

Ortega também destacou que modelos mais flexíveis poderiam ampliar a formalização de trabalhadores atualmente na informalidade, permitindo o ingresso no regime CLT e a contribuição previdenciária. A entidade reforçou ainda que o setor supermercadista brasileiro possui atualmente mais de 350 mil vagas abertas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reconheceu a importância da pauta para o setor: “Várias propostas estão na mesa e precisam ser olhadas com carinho. Há uma preocupação enorme no setor produtivo, e isso precisa ser ouvido para que a gente não leve as pessoas para o caminho da informalidade, da falta de proteção social, do desemprego, da falta de recursos e da falta de dinheiro no fim do mês. Para que a gente não onere ainda mais o custo das empresas e o empresário, que é quem gera emprego”, disse.

Considerada a maior feira supermercadista do mundo e o maior evento de alimentos e bebidas das Américas, o Festival APAS SHOW segue até quinta-feira (21). A expectativa é que o evento receba 150 mil empresários ao longo dos quatro dias de programação e movimentar mais de R$ 17 bilhões em negócios.

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