NOTA DE REPÚDIO
Basta de racismo! Solidariedade ao trabalhador vítima de racismo no Colégio Objetivo

O Sinpro Campinas e Região vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às ofensas racistas dirigidas ao porteiro Rodnei Ferraz por alunos do ensino médio de uma unidade do Colégio Objetivo, em Campinas, bem como à decisão da escola de demitir o trabalhador após a denúncia do crime.

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Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, Rodnei foi chamado de “negro sujo”, “macaco” e “sub-raça” por estudantes que estavam na escola para realizar provas de recuperação. Ao exercer sua função e pedir que cessasse a baderna nas dependências da unidade, o trabalhador foi alvo de ataques cruéis, desumanos e criminosos. Racismo não é “brincadeira”, não é “excesso juvenil”, não é “mal-entendido”.

Racismo

É inaceitável que, após denunciar as agressões à direção, o trabalhador tenha sido demitido. A dispensa, nesse contexto, configura uma postura que penaliza a vítima e envia à comunidade escolar uma mensagem gravíssima de tolerância com o preconceito. Ao invés de acolher, apurar e punir exemplarmente os responsáveis, a instituição optou por desligar quem sofreu a violência.

O Sinpro se solidariza com Rodnei Ferraz, trabalhador com 20 anos de experiência, que relatou o constrangimento, a revolta e o sentimento de impotência diante da situação. Nenhum profissional deve ser humilhado no exercício de suas funções. Nenhum trabalhador pode ser descartado após denunciar um crime.

Exigimos apuração rigorosa dos fatos, responsabilização dos envolvidos e um posicionamento público claro da instituição. O combate ao racismo exige ação concreta e compromisso institucional.

Racismo é crime.

Conceição Fornasari – Presidente do Sinpro Campinas e Região

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