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Fundador da Mega Model Brasil quebra o silêncio e faz revelações bombásticas

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Eli Hadid, fundador e CEO da Mega Model Brasil, uma das maiores agências de modelos do mundo, concedeu sua primeira e única entrevista em formato de podcast ao Sem Segredo, apresentado por Turco Loco e Ale de Maio. No episódio, que também contou com a presença da psicóloga Mariana Fuschini, contratada pela agência, Hadid quebrou décadas de silêncio para falar sobre os bastidores do mercado de moda, fazer denúncias sobre concorrentes e revelar detalhes de seu protocolo pessoal de conduta. O empresário deixou claro logo de início que esta seria sua primeira, única e última participação em um podcast. “Realmente nunca falei. E esta é a primeira vez que tenho a oportunidade de falar da seriedade do nosso trabalho”, afirmou.

Epstein, FBI e agências brasileiras

Um dos momentos mais impactantes do episódio foi a abordagem do caso Jeffrey Epstein. Hadid revelou que a Mega Model Brasil é citada nos documentos do FBI de forma elogiosa: um e-mail da agência de 2009 mostra que a empresa havia cortado relações com o produtor Jean-Luc Brunel por suspeita de prostituição. “No FBI, que é uma coisa séria, a Mega aparece como uma empresa séria”, disse. O empresário também afirmou que duas agências brasileiras concorrentes, cujos nomes são públicos nos documentos do FBI, teriam se reunido com Epstein sabendo de sua identidade. “Todo mundo sabia. Estavam porque queriam”, declarou.

Denúncias sobre o mercado

Hadid também relatou situações envolvendo concorrentes do mercado, preservando os nomes, mas afirmando que as informações são amplamente conhecidas no meio. Entre elas, o relato de que a ex-namorada de um empresário concorrente o procurou denunciando um relacionamento abusivo e a prática de aliciar modelos para terceiros. Revelou, ainda, que demitiu imediatamente um funcionário ao tomar conhecimento de que ele havia cometido um crime hediondo contra uma menor de idade antes de ser contratado pela Mega, informação que não era de seu conhecimento no momento da contratação.

O mesmo profissional teria sido posteriormente absorvido por uma agência concorrente que, segundo Hadid, também mantinha em seu quadro outro funcionário com histórico de assédio. Sobre a vítima, lançou um recado direto ao acusado: “Ela tinha 16 anos. O crime não prescreve. Você vai pra cadeia”.

Outro ponto de destaque foi a menção a um banqueiro famoso que seria sócio de uma agência de modelos. Sem citar o nome, Hadid deixou subentendido o motivo: “Para que um banqueiro quer ter metade de uma agência de modelos? O Brasil inteiro já sabe”.

Protocolo e reputação

Eli Hadid detalhou as medidas que adota para proteger sua reputação. Afirmou que, há mais de 12 anos, não pisa em uma agência de modelos, que nunca recebe ninguém sem secretária presente, que todos os atendimentos são filmados e gravados em seu escritório e que não existe nenhuma mensagem sua enviada a modelos. “Desafio qualquer mulher a mostrar uma mensagem que eu mandei para ela. Não existe”, disse.

Saúde mental e diversidade

A psicóloga Mariana Fuschini falou sobre os desafios emocionais enfrentados por modelos, especialmente a fusão entre identidade pessoal e carreira. “Elas são o corpo, são a imagem. Um não profissional vira um não pessoal, uma derrota”, explicou. Hadid afirmou ter sido pioneiro ao contratar uma psicóloga para atender modelos e funcionários dentro da agência. “A Mega foi a primeira a contratar negros, homossexuais e pessoas trans em posições dentro de uma agência de modelos, muito antes de o tema virar pauta do mercado. Quando a gente falava de diversidade, ninguém falava”, lembrou.

Bastidores e legado

Entre as curiosidades reveladas no episódio, Hadid contou que recusou representar Brad Pitt no Brasil quando o americano ainda dava os primeiros passos como modelo na Ford. Na brincadeira, Hadid credita a recusa como o empurrão que fez Pitt abandonar as passarelas e buscar a carreira de ator, tornando-se o astro mundial que é hoje. “Ele me deve coisa pra caramba”, brincou. Falou ainda sobre seu processo criativo de grandes projetos como o Monange Fashion Tour, que aumentou as vendas do produto de 1 milhão para 100 milhões de unidades, e sobre o papel da Mega no crescimento de modelos como Gisele Bündchen, Isabeli Fontana e Ana Beatriz Barros.

Aos 64 anos, Hadid sinalizou ainda possível entrada na política, sem revelar o cargo pretendido, e falou sobre projetos como a transferência do FGTS diretamente ao trabalhador e o combate a territórios dominados por facções. O episódio completo do Sem Segredo Podcast está disponível no Spotify e no YouTube.

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