A Vivo inicia 2026 com desempenho crescente nos principais indicadores financeiros. No primeiro trimestre, a companhia registra lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, alta de 19,2% na comparação anual. A receita total alcança R$ 15,5 bilhões, avanço de 7,4% e 1,2 ponto percentual superior ao crescimento registrado no mesmo período do ano passado. Protagonismo do pós-pago e da fibra, que representam 74,3% de toda a receita de serviços. A evolução do negócio também se reflete no EBITDA, que evolui 8,9%, e chega a R$ 6,2 bilhões, com margem de 40,2%.

+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP

Os investimentos atingem R$ 2,0 bilhões, aumento de 9,6%, com capex/receita de 13,2%, refletindo disciplina financeira e capacidade de ampliar faturamento com menor intensidade de capital. A maior parte dos recursos foi direcionada à ampliação da rede móvel 5G, presente em 905 cidades com 71% da população brasileira coberta, além da expansão da operação de fibra. A companhia encerra o trimestre com 31,5 milhões de domicílios e empresas cobertas com a tecnologia, aumento anual de 6,2%, mantendo a liderança com a maior rede do país.
A receita de serviço móvel totaliza R$ 9,9 bilhões, alta de 6,6%, impulsionada pelo pós-pago, que fatura R$ 8,6 bilhões, com evolução de 7,8%. O segmento responde por 86,6% da receita de serviço móvel, apoiado pelas migrações do pré-pago para planos controle e pela aquisição de novos clientes. No último trimestre, a Vivo acelerou seu nível de adições líquidas de pós-pago em 22,7%, adicionando 827 mil novos acessos, o que contribuiu para o recorde de ARPU móvel, de R$ 31,90, com avanço de 5,7%.
A receita com aparelhos e eletrônicos apresenta a maior expansão dos últimos cinco anos, com avanço de 26,6% e faturamento de R$ 1,2 bilhão, resultado de um portfólio mais competitivo e uma estratégia comercial que ampliou a oferta de dispositivos, acessórios e eletrônicos nas lojas. Destaque às vendas de celulares 5G, responsáveis por 97,2% do total comercializado no trimestre.
Na rede fixa, a receita atinge R$ 4,4 bilhões, expandindo 5,1%, impulsionada principalmente pela fibra, que alcança R$ 2,1 bilhões, aumento de 9,3%. O resultado reflete a estratégia de convergência baseada no Vivo Total, oferta que integra fibra e móvel e já soma 3,6 milhões de clientes, um crescimento anual expressivo de 32,6%, passando a representar 44,7% da base de fibra – de 8,0 milhões de usuários – ante 23,9% em 2024. Esse avanço evidencia o potencial de expansão e explica o fato dessa oferta responder por 83,3% das novas adições nas lojas próprias. A preferência por soluções integradas também auxiliou para manter o churn de fibra em nível historicamente baixo, em 1,5%. O desempenho do segmento fixo também foi influenciado pela receita de dados corporativos, TIC e serviços digitais, que cresce 8,5%, com R$ 1,4 bilhão em faturamento.
“Neste trimestre, o crescimento de receitas, a expansão do lucro e a forte geração de caixa reforçam nossa capacidade de seguir investindo de forma sustentável – ampliando cobertura, qualidade de serviço e retorno aos acionistas”, explica o presidente da Vivo, Christian Gebara. “Mantemos a liderança em fibra e 5G, ao mesmo tempo em que os serviços digitais e os novos negócios ganham escala e relevância”, completa Gebara.
vivo
A base de clientes da Vivo alcança 117,4 milhões de acessos, alta de 1,1%, dos quais 103,7 milhões estão na rede móvel. A base pós-paga soma 72,1 milhões de acessos, aumento de 6,9%, garantindo a liderança nacional, com market share de 40,2%, e churn mensal de 1,0%, igualmente em níveis baixos.
 
Ecossistema digital
Os novos negócios e serviços digitais seguem ampliando sua relevância no faturamento da companhia, com participação de 12,1% na receita dos últimos 12 meses. No B2B, o portfólio de soluções digitais — que engloba cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e serviços de TI — gera receita de R$ 5,4 bilhões nesse período, crescimento de 23,8%, representando 8,9% da receita total. No trimestre, a Vivo destaca a parceria com a São Martinho, empresa referência no agronegócio, estruturada em conectividade e IoT.
No B2C, as receitas de novos negócios atingem cerca de R$ 2,0 bilhões, alta de 31,5%, com 3,2% de participação na receita total. Os serviços financeiros, que se destacam com o Vivo Pay, plataforma digital que consolida as soluções financeiras, como seguros, antecipação de FGTS, parcela PIX, empréstimo pessoal – com mais de R$ 1,2 bilhão já disponibilizados – acumulam receita, nos últimos 12 meses, de R$ 426 milhões, elevação de 13%. No início do ano, a Vivo lançou um crediário próprio, expandindo o acesso ao crédito e proporcionando ao cliente uma experiência integrada na compra de aparelhos eletrônicos em todas as lojas da empresa.
As parcerias com plataformas de música e vídeo registram receita de R$ 835 milhões nos últimos 12 meses, alta de 24,8%, e uma base de 4,4 milhões de assinantes, progredindo 28,8%. A vertical de Saúde e Bem-Estar atinge uma receita de R$ 115 milhões, também nos últimos 12 meses, expansão de 67,7%, com a Vale Saúde, alcançando 531 mil assinantes. A solução viabilizou 85 mil consultas, exames e procedimentos, além da venda de 2,5 milhões de itens em farmácias com descontos.
A integração entre conectividade e serviços digitais elevou a receita média mensal B2C por CPF a R$ 67,2 no trimestre, aumento de 6,9%, ampliando a presença da Vivo na rotina digital dos clientes.
Gestão operacional
Os custos totais, desconsiderando depreciação e amortização, alcançam R$ 9,2 bilhões, avanço de 6,5%, parcialmente compensado por eficiências operacionais e maior uso de canais digitais. O fluxo de caixa operacional vai a R$ 4,2 bilhões, avançando 8,5%, com margem de 26,9%. A Vivo encerra o trimestre com um fluxo de caixa livre de R$ 2,2 bilhões, aumento de 3,6%.
Na remuneração aos acionistas, a companhia reafirma o compromisso com a distribuição de, no mínimo, 100% do lucro líquido de 2026. Considerando os eventos confirmados para pagamento no ano, entre 1º de janeiro até a data atual, os valores já somam R$ 7 bilhões, superando em 9,6% o montante pago no ano fiscal de 2025. O valor inclui R$ 3 bilhões em JCP declarados em 2025 e pagos em 14 de abril deste ano, assim como R$ 4 bilhões em redução de capital, a serem pagos em 14 de julho. Além disso, a empresa já declarou R$ 890 milhões em JCP desde o início do ano. O Conselho de Administração também aprovou um novo programa de recompra de ações de até R$ 1,0 bilhão, válido até fevereiro de 2027.
“Os resultados alcançados refletem a solidez da nossa estratégia e da disciplina financeira. Continuamos com crescimento real em receita, EBITDA e geração de caixa, assegurando flexibilidade para novos investimentos e alocação de capital eficiente”, reforça o CFO da Vivo, Rodrigo Monari.

Futuro Vivo

A atuação da Vivo está alinhada aos critérios ESG e reforça seu compromisso com o crescimento sustentável, a ética e a integridade. Pela terceira vez, a companhia lidera o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 entre todos os setores avaliados. No cenário global, a Vivo também se destaca como a única empresa brasileira do setor de telecomunicações presente no Dow Jones Best‑in‑Class World Index (DJBIC World), considerado um dos principais índices de sustentabilidade corporativa do mundo. Este é o segundo ano consecutivo da companhia na carteira, agora com uma pontuação recorde de 90 pontos em uma escala de 100, resultado que reforça sua visão de longo prazo e o compromisso com a geração de valor sustentável. No aspecto ambiental, a Vivo figura, pelo sexto ano, na A List do CDP Supplier Engagement Assessment, resultado da estratégia e engajamento climático junto à sua cadeia de fornecedores.
A empresa aderiu, ainda, a dois novos compromissos pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: “Movimento Impacto Amazônia” e “+Água”, iniciativas da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Os movimentos estão conectados às ações de conservação ambiental e segurança hídrica presentes no projeto Floresta Futuro Vivo, que prevê a restauração e proteção de mais de 800 hectares na Amazônia.
No pilar social, o Hospital Púrpura reforça o cuidado com o bem-estar dos colaboradores, oferecendo atendimento médico digital e uma jornada personalizada, sem coparticipação, disponível, atualmente, para mais de 80 mil pessoas, entre colaboradores e familiares. A companhia também celebra sua posição de liderança em inclusão digital ao conquistar o primeiro lugar no Ranking de Acessibilidade 2026 da Anatel.
No final de abril, a Vivo ampliou a participação feminina em seu Conselho de Administração com a nomeação da executiva espanhola María Cristina Rotondo Urcola, passando a contar com cinco mulheres entre os 12 integrantes do colegiado, o equivalente a 42% do total. A nomeação da conselheira reforça a agenda de diversidade de gênero e de governança da empresa.