A corrida pelas Eleições 2026 ganha um novo capítulo a partir de 5 de julho, quando pré-candidatas e candidatos passam a poder fazer a chamada propaganda intrapartidária — a etapa em que disputam, dentro do próprio partido, a indicação de seus nomes para concorrer aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
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Mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar acompanham, a partir de agora, a movimentação interna das legendas que vai definir as candidaturas confirmadas nas convenções, marcadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

A regra, prevista na Lei das Eleições e no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só vale nos 15 dias que antecedem a convenção de cada partido e proíbe o uso de rádio, televisão e outdoor — todo material precisa, inclusive, ser retirado imediatamente após o evento partidário.
Para a advogada eleitoralista Júlia Matos, o problema não está nas regras em si, mas na confusão que candidatos costumam fazer entre “fazer campanha dentro do partido” e “fazer campanha para o eleitor”. “Já vi muito político experiente cair nessa armadilha: a lei permite pedir apoio dos filiados e divulgar a pré-candidatura, mas qualquer menção que soe como pedido de voto ao público em geral pode ser enquadrada como propaganda antecipada, mesmo sem usar a palavra ‘voto’.
O TSE já decidiu que as chamadas palavras mágicas contam como pedido implícito”, explica.

As convenções poderão ser transmitidas ao vivo pelos próprios perfis dos pré-candidatos e dos partidos nas redes sociais, mas emissoras de rádio e TV seguem proibidas de fazer essa transmissão ao vivo. O descumprimento das regras de pré-campanha pode resultar em multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou valor equivalente ao custo da propaganda irregular.
Definidos os nomes nas convenções, os partidos têm até 15 de agosto para formalizar os registros de candidatura na Justiça Eleitoral.
Depois da pré-campanha
A propaganda eleitoral oficial começa em 16 de agosto, abrindo a reta final rumo ao primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
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