SP-304 em debate- Em março de 2025, a nossa região recebeu uma notícia que provocou preocupação imediata: o projeto de concessão rodoviária previa três novos pontos de cobrança de pedágio na Rodovia Luiz de Queiroz, a SP-304.
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O impacto atingiria diretamente quem circula todos os dias entre Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e Piracicaba. Para a nossa população, a SP-304 não funciona apenas como uma rodovia. Ela se tornou uma grande avenida regional, utilizada para trabalhar, estudar, buscar atendimento médico e manter a vida das cidades em movimento.
A reação foi rápida. Recebi muitas mensagens e ligações. Durante cerca de 30 dias, algumas pessoas me perguntaram por que eu não confrontava publicamente o governador Tarcísio de Freitas. Queriam uma declaração dura, um rompimento ou uma manifestação imediata.

Eu entendia a indignação. Também era contrário à instalação daqueles pedágios. Mas sabia que apenas aumentar o tom não garantiria o resultado que a população esperava.
Pedi calma e fui trabalhar.
Antes de conversar com o governador, procurei a secretaria responsável e busquei compreender todo o projeto. Queria saber por que os pórticos haviam sido incluídos, como funcionaria a concessão, quais investimentos estavam previstos e se a retirada daqueles pontos de cobrança poderia comprometer o leilão.
Não bastava chegar ao governador e dizer que eu não gostava da proposta. Era necessário demonstrar, tecnicamente, por que ela não fazia sentido para a nossa região.
A análise mostrou que os três pedágios poderiam ser retirados sem inviabilizar a concessão. A SP-304 já apresentava uma condição diferente de outras rodovias incluídas no projeto e continuaria sendo administrada pelo Governo do Estado.
Com essas informações, esperei o momento correto para conversar com Tarcísio.
Nossa relação de confiança não começou naquele episódio. Em 2022, quando ele ainda era pouco conhecido em São Paulo e grande parte das lideranças políticas da região apoiava outro candidato, trabalhamos por sua eleição desde o primeiro turno. Depois que minha campanha terminou, mantive o comitê aberto e continuei mobilizando a região no segundo turno.
A política também é feita de confiança construída com o tempo, lealdade e trabalho.
Naquela noite de 2025, mesmo com a agenda cheia, o governador me recebeu por volta de uma hora e meia da manhã. Abrimos o mapa da SP-304 e apresentei os argumentos. Expliquei que a rodovia integra uma região populosa, economicamente forte e com intenso deslocamento diário. Mostrei também que retirar os três pontos não prejudicaria a concessão.
Depois de ouvir, Tarcísio foi direto: os pedágios não seriam instalados.
Quando tive essa confirmação, assumi publicamente o compromisso com a população:
aqueles pórticos não seriam implantados e não haveria cobrança na SP-304.
Por volta das três horas da manhã, gravei um vídeo para comunicar o resultado. Dias depois, o governador confirmou oficialmente a retirada dos pedágios do projeto.
Esse episódio reforçou uma convicção que carrego comigo: na política, existe hora para falar, hora para ouvir e hora para agir.
Enfrentar um problema não significa necessariamente atacar alguém. Às vezes, o caminho mais responsável é estudar, construir argumentos, procurar quem pode decidir e apresentar uma solução possível.
É claro que a pressão pública tem sua importância. Muitas pessoas, vereadores, entidades e lideranças se manifestaram contra os pedágios. Mas quem ocupa uma posição de interlocução precisa saber transformar essa mobilização em uma decisão concreta.
Eu poderia ter feito um vídeo atacando o governador no primeiro dia. Talvez recebesse aplausos e compartilhamentos. Mas isso não garantiria a retirada de uma única cobrança.
Preferi suportar a pressão, entender o assunto e realizar a intermediação correta.
O resultado está aí: a SP-304 não recebeu aqueles pedágios e a população não está pagando para circular por esse trecho.
Agora, a nossa próxima luta deve ser pela implantação da terceira faixa. O volume de veículos cresce a cada ano, e a rodovia precisa acompanhar o desenvolvimento de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e de toda a região.
Trabalhar ao lado do governador me ensinou que política responsável não é produzir conflito por conveniência. É conhecer o problema, escolher o momento certo e entregar uma solução.
O barulho pode chamar atenção por alguns minutos. O resultado melhora a vida das pessoas por muito tempo.
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