Cardiologista do Hcor explica os riscos do sedentarismo para a saúde do coração

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Cardiologista explica os riscos do sedentarismo para o coração

Quase metade da população adulta no Brasil, cerca de 47%, vive em estado de sedentarismo, segundo o IBGE. A falta de atividade física regular é uma das principais aliadas das doenças cardiovasculares, que lideram as causas de morte no país, somando mais de 400 mil óbitos por ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Para virar esse jogo, médicos alertam que a chave não está em treinos exaustivos, mas em movimentar o corpo com constância.
No sistema cardiovascular, a falta de movimento compromete a eficiência do coração e reduz a flexibilidade dos vasos sanguíneos, facilitando a elevação da pressão arterial. O impacto, porém, pode ser evitado.
“Quando a pessoa se exercita com frequência, o corpo responde rapidamente. O controle do peso, da pressão, da glicemia e do colesterol fica muito mais simples, o que reduz diretamente os riscos de um infarto ou AVC. Em muitos casos, o paciente consegue até diminuir a quantidade de remédios que toma”, explica o Dr. Nathan Soubihe, cardiologista do Hcor.
Hoje, um dos principais fatores que desencadeiam o sedentarismo é a sitting disease, ou a “doença do ficar sentado”. O especialista lembra que treinar uma hora por dia não anula os danos de passar o resto do dia sem se mexer. Ficar o expediente inteiro em imobilidade prejudica o metabolismo da glicose e eleva os riscos de eventos trombóticos. A orientação é pausar o trabalho a cada 60 minutos para caminhar até o banheiro ou buscar água.
Como começar prática de atividade física com segurança

Antes de iniciar uma modalidade intensa, o ideal é fazer um check-up preventivo com o cardiologista. Depois de liberado, não é preciso ter pressa: trocar o elevador pela escada ou caminhar até o ponto de ônibus já são passos valiosos.

As diretrizes médicas recomendam 150 minutos de atividade moderada por semana. Para bater essa meta, o segredo é escolher algo de que se goste.
“Não existe um exercício único ou obrigatório. A melhor atividade física é aquela que traz prazer, porque é a única que a pessoa realmente vai manter na rotina ao longo do tempo”, conclui o Dr. Nathan Soubihe.

 

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