Sumaré e a luta pelo voto este ano. Em 2022, o grupo de Henrique do Paraíso mostrou uma força eleitoral muito acima dos demais para deputado federal: foram 35.858 votos em Sumaré, mais de cinco vezes o segundo colocado. Isso criou uma referência muito alta para quem vier como sucessor político dele na disputa federal.

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Federal

Raí do Paraíso

* Vai carregar o peso da comparação com Henrique.
* Se ficar muito abaixo dos 35 mil votos obtidos por Henrique em 2022, adversários podem argumentar que a transferência de votos não aconteceu integralmente.
* Um resultado na faixa de 25 mil a 35 mil votos em Sumaré já demonstraria forte capacidade de herança política, considerando que Henrique agora é prefeito e não candidato.

Luiz Dalben

* Talvez seja o nome mais pressionado localmente.
* O sobrenome Dalben dominou a política municipal por décadas.
* Se realmente disputar federal, um resultado muito abaixo de 40 mil votos em Sumaré poderia ser interpretado como perda de influência local, especialmente porque o pai, Luiz Dalben, foi prefeito por dois mandatos e o grupo sempre teve base forte na cidade. Porém, se compensar em cidades vizinhas, a leitura muda.

Hélio Silva

* Para ele, o desafio parece maior, mas o risco menor.
* Sair de cerca de 1.900 votos para vereador para uma disputa federal exige multiplicar a votação várias vezes.
* Se alcançar algo entre 12 mil e 15 mil votos em Sumaré, já seria uma demonstração relevante de crescimento político.
* Abaixo disso, tende a ser visto mais como uma candidatura de construção de futuro do que uma candidatura competitiva para eleição.

sumare

Estadual em Sumaré

A régua também é alta.

Em 2022, Dirceu Dalben teve mais de 52 mil votos na cidade, quase 40% dos votos válidos para estadual. Esse é um patamar extremamente difícil de repetir. A imagem mostra que ele concentrou uma votação excepcional na cidade.

Se Dirceu buscar novo mandato:

* Acima de 40 mil votos em Sumaré: demonstra manutenção de liderança.
* Entre 30 mil e 40 mil: ainda é uma base muito forte.
* Abaixo de 25 mil: certamente abriria espaço para questionamentos políticos, mesmo que ele cresça em outras cidades.

Outros estaduais ligados aos grupos locais precisariam observar uma régua menor:

* 10 mil a 15 mil votos já representam protagonismo municipal.
* 20 mil ou mais colocam o candidato no grupo dos grandes puxadores locais.

Quem “não pode fazer feio”?

Pela expectativa criada e pelo histórico eleitoral, os mais pressionados seriam:

1. Luiz Dalben (federal) — por causa do tamanho do grupo político da família.
2. Raí do Paraíso (federal) — porque será comparado diretamente aos 35.858 votos de Henrique em 2022.
3. Dirceu Dalben (estadual) — porque parte de uma votação gigantesca de 52.574 votos em Sumaré.
4. Hélio Silva (federal) — porque precisa provar capacidade de sair da esfera municipal para uma disputa muito maior.

A eleição, porém, será diferente de 2022. Agora Henrique está na prefeitura, os Dalben não controlam mais a máquina municipal e novas lideranças tentam ocupar espaço. Isso tende a tornar a disputa por votos em Sumaré muito mais fragmentada do que foi na última eleição.

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