Na última sexta-feira (24) foi celebrado o Dia Internacional de Combate à Tuberculose

e as unidades básicas de saúde de Americana intensificaram a busca ativa de casos respiratórios sintomáticos, visando a detecção precoce e o tratamento da doença, o que contribui muito para a redução na transmissão e, consequentemente, para a diminuição dos óbitos. As ações tiveram início no dia 17 e vão até 31 de março

A busca ativa consiste na abordagem aos pacientes com tosse por mais de três semanas, entre outros sintomas indicativos. Para isso, o município promoveu capacitações em diversas unidades básicas de saúde, com funcionários da recepção, médicos, profissionais da enfermagem e agentes comunitários de saúde.

Nos últimos anos, Americana manteve estabilidade na transmissão da tuberculose, tendo registrado 36 casos em 2020; 34 em 2021 e 31 em 2022. Este ano, até o dia 23 de março, o ambulatório de controle da doença confirmou 13 novos casos. Atualmente há 19 pacientes em tratamento, sendo acompanhados pelo serviço municipal.

O ambulatório de controle da tuberculose em Americana funciona no mesmo espaço do SAE (Serviço de Assistência Especializada em Infectologia), cuja equipe é composta por médico infectologista, enfermeiro e agente de saúde. O ambulatório acolhe e acompanha os pacientes referenciados pelas unidades básicas de saúde da rede municipal.

Transmissão, Prevenção e tratamento

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

Os sintomas mais frequentes são: tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, podendo evoluir com pus ou sangue; cansaço excessivo e prostração; febre baixa geralmente no período da tarde; suor noturno; falta de apetite; emagrecimento acentuado e rouquidão.

A transmissão é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotículas de saliva que podem ser aspiradas por outro indivíduo.

Entre os principais fatores que contribuem para a disseminação da doença estão a pobreza (condições insalubres de moradias), má distribuição de renda, a Aids, a desnutrição, as más condições sanitárias e a alta densidade populacional.

A melhor forma de prevenir a transmissão é fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível. Quinze dias após iniciado o tratamento, o indivíduo já não transmite mais a doença.

O tratamento deve ser feito por um período mínimo de seis meses, diariamente e sem nenhuma interrupção, e somente termina quando o médico constatar a cura total do paciente.

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A BCG (vacina contra a tuberculose) é obrigatória para menores de um ano e o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina, que é oferecida em todas as unidades básicas de saúde.

Estatísticas

Segundo o Ministério da Saúde, em 2020, o Brasil registrou 66.819 novos casos, com um coeficiente de incidência de 31,6 casos por 100 mil habitantes. Em 2019, foram notificados cerca de 4,5 mil óbitos pela doença, com um coeficiente de mortalidade de 2,2 óbitos por 100 mil habitantes.

Atualmente o Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 82% do total de casos de tuberculose no mundo. Embora seja uma doença passível de ser prevenida, tratada e mesmo curada, ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas todos os anos no País.

Segundo estimativas da OMS, um terço da população mundial está infectada pela bactéria (Mycobacterium Tuberculosis), causadora da doença. Há cerca de 8,8 milhões de doentes e 1,1 milhões de mortes por ano no mundo.

Americana intensifica busca ativa de casos de tuberculose

Americana intensifica busca ativa de casos de tuberculose

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