Uma tendência cada vez mais vista não só no Brasil, mas em diversos países nos últimos anos, a diferença entre nascimentos e óbitos está ficando cada vez menor também na região. No mês de março, por exemplo, Americana teve 168 nascidos e 171 falecidos, um ‘saldo negativo’ de 3. Em fevereiro, o resultado foi positivo em 15 – foram 147 óbitos e 172 nascimentos.

Já em Nova Odessa, foram 41 nascimentos e 31 óbitos em fevereiro, enquanto em março, 41 nascidos e 25 falecidos. Na cidade de Santa Bárbara, no mês de fevereiro foram 138 nascimentos e 122 óbitos, ante 149 e 141, respectivamente, em março. E na cidade de Sumaré foram registrados 220 nascimentos em fevereiro e 118 óbitos, diante de 237 nascidos e 127 falecidos em março.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil do Brasil. No ano, o saldo é o seguinte: Americana teve 533 nascimentos e 492 óbitos (+41); Nova Odessa teve 130 nascidos e 86 falecidos (+44); Santa Bárbara registrou 428 nascimentos e 372 falecimentos (+56); e Sumaré oficializados 705 nascidos e 368 óbitos (+337).

Desde 2021 o Brasil já registra a acentuação da diferença entre óbitos e nascimentos. A tendência, segundo especialistas, é causada por fatores como maior longevidade das pessoas, graças aos avanços da medicina, e a opção das pessoas por terem menos filhos, o que gera uma taxa de natalidade menor. Ou seja, as pessoas estão vivendo por mais tempo e tendo menos filhos – e consequentemente menos netos, bisnetos, etc.

Em 120 anos, a população do Brasil só cresceu. Na virada para o século 20, eram menos de 20 milhões de brasileiros. Hoje, a população chega a 218,8 milhões. Mesmo nas últimas décadas, com famílias menos numerosas, o país continuou crescendo. Mas com uma diferença: o número de nascimentos começou a cair de forma gradual. Ou seja, a diferença entre nascimentos e óbitos passou a ficar cada vez menor. A previsão do IBGE era de que essas duas linhas se cruzassem apenas em 2047, mas antes apareceu a pandemia de C0vid-19 e mais mortes.

Chama a atenção também que a previsão é da população de cidades de São Paulo começar a cair já em 2027. Até mesmo na China a população caiu pelo terceiro ano consecutivo em 2024, com o número de mortes superando um leve aumento nos nascimentos, e especialistas alertam que a tendência irá se acelerar nos próximos anos. A agência nacional de estatísticas da China disse que o número total de pessoas no país caiu 1,39 milhão em 2024, para 1,408 bilhão de habitantes, em comparação com 1,409 bilhão em 2023.