Bares e restaurantes das 20 cidades que integram a Região Metropolitana de Campinas (RMC) registraram 3.058 contratações e tiveram 3.010 desligamentos em julho, com saldo de 48 novas vagas criadas no mês passado. Os números são do Novo Cadastro Geral de Empregos e Desempregado (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (27). No acumulado de janeiro a julho, o setor de alimentação fora do lar da RMC acumula saldo de 898 novas vagas, superior ao mesmo período de 2024 (506).

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Segundo os números do Caged de julho, os bares e restaurantes contrataram mais funcionários em relação a junho (2.905), mas também ouve um número maior de desligamentos: 3.010 em julho ante os 2.736 do mês anterior. Dos 20 municípios da RMC, 9 tiveram saldo positivo em julho. Os cinco melhores resultados foram registrados em Campinas (52), Santa Bárbara D’Oeste (21), Hortolândia (16), Itatiba (15) e Valinhos (09).  Em 13 cidades o saldo foi negativo: Americana (35), Paulínia (14), Jaguariúna (13), Vinhedo (7) e Santo Antônio de Posse (04).

Bares e restaurantes da RM Campinas

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Campinas, André Mandetta, diz que os números de julho trazem dois pontos de destaque. O primeiro, o número de admissões superou junho, mas as demissões também aumentaram. “Isso mostra uma alta rotatividade que afeta o setor de bares e restaurantes”, diz ele

Outro ponto de destaque, para ele, é o saldo de 898 empregos neste ano de 2025, superior ao do mesmo período do ano passado. “Esse número poderia ser ainda melhor, mas o setor tem grande dificuldade para encontrar mão-de obra”, conta. “Hoje temos cerca de 12 mil posições em aberto, mas questões como trabalho aos finais de semana, feriados e horários noturnos são os problemas, explica Mandetta.

 

Sudeste e Nordeste concentram contratações em bares

O setor de alimentação fora do lar encerrou o primeiro semestre de 2025 com saldo positivo de empregos em todas as regiões do país. De acordo com dados do Caged, o perfil das contratações revela duas tendências marcantes: a forte presença feminina e a predominância de jovens em início de carreira, que encontram no segmento uma porta de entrada para o mercado formal.

 

Entre os estados, o maior destaque foi São Paulo, com 10.129 novos empregos, número que sozinho corresponde a quase um terço das 33 mil vagas criadas em todo o país. O desempenho paulista foi quase três vezes maior que o do segundo colocado, o Rio de Janeiro, que registrou 3.000 admissões. Outros estados também tiveram resultados relevantes, como o Paraná (2.024), o Distrito Federal (1.843) e a Bahia (1.520).

 

“Os resultados ressaltam o potencial do setor de alimentação fora do lar como gerador de empregos em diferentes contextos estaduais. Mais do que números, essas contratações expressam a vocação do segmento para abrir portas, oferecer oportunidades e transformar trajetórias de vida”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

 

Mulheres e jovens puxam as contratações

Quando consideradas as admissões feitas durante o semestre, o levantamento evidencia a forte presença das mulheres no setor. Em estados como Bahia, São Paulo e Paraná, mais da metade do saldo de contratações foi feminino. Na Bahia, 60% das vagas criadas no semestre foram ocupadas por mulheres, o mesmo percentual observado em São Paulo. Já no Paraná, 62% das admissões foram de trabalhadoras.

 

A análise por faixa etária, por sua vez, reforça a centralidade da juventude na composição da mão de obra do setor. Em todos os estados, os trabalhadores de 18 a 24 anos concentraram a maior parte das admissões. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, esse grupo respondeu por 34% das vagas. No Distrito Federal o número é ainda maior, com 39% dos contratados sendo jovens.

 

“Esses resultados reafirmam que bares e restaurantes são um dos grandes motores do emprego no Brasil. O setor não apenas gera renda, mas promove inclusão social ao dar oportunidade para quem está começando, para quem busca independência e também para quem precisa recomeçar. É um papel que nos orgulha e mostra a importância de fortalecer esse mercado em todo o país”, conclui Solmucci.

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