Cidades da região perdem 32 agências bancárias em seis anos

Cenário pode prejudicar clientes idosos e gerar demissões na categoria, segundo sindicato

A região de Campinas perdeu 189 agências bancárias entre 2019 e 2025. A redução foi de 36,5% no período, sendo que a metrópole regional tem o maior índice, com queda de 42,9%. O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Banco Central, foi realizado a pedido do Sindicato dos Bancários e considera 37 cidades atendidas.

Nas cinco cidades de cobertura do Novo Momento a redução foi de 32 unidades físicas nos últimos anos, passando de 92 para 60 (-34,8%).

Americana tinha 35 unidades e passou a ter 23 (-34,3%), Hortolândia passou de 15 para 8 (-46,7%), Nova Odessa foi de 6 para 5 (-16,6%) e Sumaré possuía 22 e agora tem 15 (-31,8%). A cidade de Santa Bárbara d’Oeste faz parte da regional de Piracicaba do sindicato. A reportagem do NM pesquisou na Internet e a informação é que o município barbarense foi de 14 para 9 (-35,7%).

Veja dados da região:

Americana: de 35 para 23 agências (-34,3%)
Hortolândia: de 15 para 8 (-46,7%)
Nova Odessa: de 6 para 5 (-16,6%)
Santa Bárbara: de 14 para 9 (-35,7%)
Sumaré: de 22 para 15 (-31,8%)

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Cidades da região perdem 32 agências bancárias em seis anos

Tendência

Há que se considerar a tendência da informatização deste tipo de serviços, a redução de custos e outros fatores, acelerados depois da pandemia. Hoje em dia os bancos incentivam os clientes a utilizar aplicativos por telefone celular para realizar a maioria ou todos os serviços que antes eram feitos nas agências físicas.

Lourival Rodrigues da Silva, presidente do sindicato, ressalta que o problema se agrava em meio às denúncias sobre golpes bancários. Isto porque, segundo ele, é comum que clientes desconfiados busquem atendimento presencial para esclarecer dúvidas e garantir a segurança de transações. Outro problema para a categoria é a redução dos postos de trabalho.

“O atendimento à população, com certeza, fica mais precário. Você fecha as agências, fecha os lugares que a população pode ser atendida. Por consequência disso, a outra preocupação nossa é o número de bancários. Fechando agência, vai ter menos bancário. Mesmo as agências que estão abertas hoje, elas estão na situação de poucas pessoas para atender”, explicou.

De acordo com o Sindicato, o cenário regional acompanha uma queda expressiva na rede física bancária em nível nacional. Dados do Dieese Brasil mostram que o país perdeu 37% das agências bancárias em 10 anos. Atualmente, restam 14 mil unidades em funcionamento.

O balanço também aponta que 638 municípios não possuem qualquer agência bancária, o que representa 6,9 milhões de pessoas desassistidas. No total, quase metade das cidades brasileiras (48%) não conta com atendimento presencial, atingindo aproximadamente 19,7 milhões de cidadãos.

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