Em fiscalização realizada no dia 24 de abril, técnicos identificaram odor e gosto em amostra colhida nas estações de tratamento de água

Técnicos da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo, Arsesp,  identificaram gosto e odor incompatíveis com os padrões adequados ao consumo humano em um fiscalização realizada no dia 24 de abril de 2026, nas estações de tratamento de água administradas pela Sabesp e localizadas nas cidades de Hortolândia e Paulínia. A Agência é responsável por regular, controlar e fiscalizar serviços essenciais no Estado e atua principalmente nos setores de saneamento básico, energia e gás canalizado.

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Em relatório compartilhado com membros do Comitê de Gestão de Crise criado pelo Prefeito Zezé Gomes, a equipe da agência aponta que, apesar de não terem sido apresentados, até o momento da fiscalização, laudos laboratoriais conclusivos sobre a origem dos problemas, foi possível constatar de forma recorrente a presença de alterações sensoriais na água produzida.

E ressalta que é responsabilidade da Sabesp a adoção de medidas preventivas e corretivas adequadas, o acionamento rápido dos órgãos ambientais competentes, além da manutenção de instrumentos de gestão de risco, incluindo Plano de Segurança da Água e Plano de Contingência para eventos de contaminação, acidentais ou não.

O documento informa também que decorrida aproximadamente uma semana desde o início da ocorrência, não foram identificadas ações corretivas efetivas nem o devido acionamento aos órgãos ambientais, o que evidencia fragilidade na resposta operacional.

Prefeitura cobra Sabesp

Representantes do Comitê Municipal de Crise criado pela Prefeitura de Hortolândia, sob determinação do prefeito Zezé Gomes,  acompanharam, na manhã desta sexta-feira (08/05), a coleta, para análise, da água fornecida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para os servidores públicos e a população que utiliza os serviços prestados no Paço Municipal Prefeito Ângelo Augusto Perugini – Palácio dos Migrantes.

As amostras para medição foram retiradas da água armazenada na caixa d’àgua do prédio e no cavalete na área externa do prédio, estrutura hidráulica localizada na entrada do imóvel. O objetivo é analisar os componentes sensorial, físico-químico e bacteriológico da água. A medida é mais uma cobrança do comitê da Administração Municipal ao órgão estadual, responsável pelo abastecimento da cidade.

“Após a coleta destas amostras, a água será enviada ao laboratório da Sabesp localizado em Itatiba onde os responsáveis vão constatar os resultados na próxima semana e repassar os laudos para a Prefeitura. A retirada feita nestes dois pontos é essencial para a análise”, explicou Marcelo Zanella, técnico de amostragem da empresa Proágua, parceira da Sabesp na realização do serviço. A retirada das amostras teve o suporte da equipe de manutenção da Sabesp.

 Arsesp

Sabesp nega e diz que água atende aos padrões de qualidade

A Sabesp esclarece que a água distribuída nos municípios de Hortolândia e Paulínia atende aos padrões de potabilidade estabelecidos
pela legislação vigente. A informação foi reforçada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), órgão independente responsável pela fiscalização dos serviços de saneamento no Estado.

Em manifestação oficial encaminhada à imprensa regional, a Arsesp informou que “os laudos disponíveis não apontam desconformidade com os padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação vigente”. A agência também destacou que a fiscalização técnica realizada confirmou que a água distribuída pela Sabesp permanece própria e segura para o consumo.

A Companhia reconhece que eventuais alterações de cheiro e gosto podem gerar desconforto e preocupação na população. Por esse motivo, a Sabesp adotou uma medida adicional no processo de tratamento, com a aplicação de carvão ativado, tecnologia utilizada para ampliar a remoção de compostos que possam provocar alterações sensoriais na água.

A Sabesp reforça que o monitoramento da qualidade da água é realizado continuamente, com análises rigorosas e acompanhamento técnico permanente, garantindo a segurança do abastecimento à população.

A Companhia mantém diálogo constante com autoridades municipais, com a Arsesp e com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), reafirmando seu compromisso com a transparência, a qualidade dos serviços prestados e a saúde da população de Hortolândia e Paulínia.

Cronologia do caso

No dia 18 de abril, a Sabesp identificou alterações pontuais de gosto e odor na água distribuída em regiões de Hortolândia e Paulínia e intensificou as ações de monitoramento do sistema de abastecimento. Desde então, a Companhia ampliou a quantidade das análises laboratoriais que realiza permanentemente em todas as etapas do processo, desde a captação, passando pelo tratamento e distribuição, até os cavaletes dos imóveis atendidos.

As amostras coletadas, nos últimos 20 dias, comprovaram que a água distribuída à população manteve os padrões de potabilidade e segurança estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Ao longo do período, foram realizadas mais de três mil análises e emitidos os
respectivos laudos técnicos nas regiões monitoradas – considerando Hortolândia, Paulínia e Monte Mor.

Como parte das ações de acompanhamento, a Sabesp mantém uma força-tarefa operacional dedicada ao monitoramento contínuo das ocorrências, com equipes técnicas em campo, vistorias em imóveis de clientes e acompanhamento em tempo real do sistema. No dia 24 de abril, a Companhia também acionou a Cetesb, que passou a intensificar inspeções e monitoramentos no Rio Jaguari, manancial responsável pelo abastecimento dos municípios, realizando coletas e avaliações complementares das condições da água.

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