Cantora Maiara desabafa sobre alopecia androgenética; especialista orienta sobre o distúrbio
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A cantora Maiara, que faz dupla com Maraisa, fez um desabafo nas redes sociais, onde falou sobre sua luta contra a alopecia androgenética, uma doença hereditária e sem cura. Na postagem, ela cantora mostrou o cabelo natural e relatou os anos de tratamento e reconstrução da autoestima.
“A lace foi uma grande salvadora da pátria. Eu sempre usei amarração, fita e outros tipos de métodos para o cabelo desde os meus 14 anos. O cabelo é uma coisa que a mulher sempre se preocupa. O meu cabelo foi caindo, foi quebrando com alguns métodos e algumas formas que usei, que atrapalharam o crescimento do meu cabelo”, iniciou ela.
“Eu cheguei num ponto onde eu já não tinha mais cabelo. O bulbo não tinha mais em alguns lugares. Eu não conseguia ligar a luz, não queria olhar no espelho. Não queria ver ninguém. Além de tudo isso, eu tenho alopecia androgenética”, acrescentou a cantora sertaneja.
Na gravação, a cantora exibiu o cabelo natural, cacheado e fino. “Eu tenho 38 anos e estou com o meu cabelo dos meus cinco anos de idade. Isso para mim é uma grande vitória. É uma transição maravilhosa que vem de dentro para fora”, celebrou.
Segundo o médico dermatologista e tricologista, Dr. Lourenço Azevedo ((CRM 166292/SP), a Alopecia é o termo adotado pela medicina para a queda de cabelos ou o chamado afinamento dos fios, problema ocasionado por alterações no ciclo de crescimento do folículo piloso. O especialista acrescenta que as causas são múltiplas, como alterações hormonais, estresse intenso, doenças autoimunes, deficiências nutricionais, ou ainda, a utilização de procedimentos estéticos.
“Alguns tipos de alopecia possuem cura, quando suas descobertas são precoces e o tratamento é iniciado logo com os primeiros sinais. Um exemplo para melhor compreensão é a alopecia areata leve, por tração nos estágios iniciais, seborreica e eflúvio telógeno. Entretanto existem as que não têm cura definitiva. Elas necessitam ser acompanhadas por um especialista, que diagnostica um tratamento antiqueda para controlar e recuperar parte do cabelo”, pontua o médico.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a alopecia androgenética é um distúrbio que atinge 5% das mulheres e, para muitas delas, essa é uma condição difícil de lidar. Além de normalmente estar relacionada a outras doenças, como diabetes e hipotireoidismo, também é uma questão que impacta a autoestima.
“Para a alopecia androgenética existem opções manipuladas com finasterida e dutasterida tópicas, que reduzem a ação dos andrógenos com menor exposição sistêmica. Shampoos com cetoconazol geralmente ajudam a controlar a inflamação do couro cabeludo. Também se destacam os tratamentos com moduladores hormonais e estimuladores de crescimento, como espironolactona usado em mulheres e minoxidil em baixa dose por via oral.”, explica. “Os estimuladores ajudam a estabilizar a queda e ampliar a densidade ao longo de meses, porém exigem acompanhamento médico para avaliar eficácia e possíveis efeitos como alterações de pressão, libido ou eletrólitos”, complementa o médico.
Para finalizar, o especialista orienta hábitos que podem ser adotados no dia a dia para evitar a queda de cabelo e manter os fios saudáveis: 1) lavagem com frequência para manter o couro cabeludo equilibrado, sem sujeiras, oleosidade, coceiras ou descamações; 2) evite as altas temperaturas do chuveiro, secador e chapinha. Elas ressecam e quebram os fios. Durante o banho, prefira água morna ou fria e, se for usar fontes de calor, aplique um protetor térmico; 3) trate a caspa, pois em casos graves a queda é acentuada por essa inflamação e descamação do couro cabeludo.
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