54% dos creators veem a IA como oportunidade em 2026, aponta pesquisa
O dado marca um ponto de virada: a IA deixa de ser vista pelos creators como risco para se consolidar como peça central da profissionalização tecnológica que deve nortear 2026.
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A Creator Economy brasileira atravessa uma transformação profunda que vai muito além da estética e da viralização. Segundo o estudo de previsões para 2026 da Trope-se, realizado com entrevistas de profissionais da creator economy realizado pelo InstitutoZ da Trope-se, a inteligência artificial foi percebida como oportunidade pela grande maioria dos participantes, com 54% classificando a IA como “total oportunidade”, 24% como “mais oportunidade do que ameaça” e apenas 18% mantendo posição neutra.
A mudança de percepção acompanha uma transição mais ampla do ecossistema. O estudo aponta que a influência caminha para consolidar uma era de propósito, ética e pertencimento, indicando que o impacto cultural ganhará mais relevância do que o volume de views. Isso conecta diretamente a ascensão de novos critérios de autoridade digital, em que consistência narrativa, responsabilidade e domínio técnico serão mais valorizados do que velocidade ou viralização. A partir da análise de macrotendências globais, da pesquisa de campo com mais de 110 profissionais da creator economy e das observações etnográficas no YOUPIX Summit, emergem sinais de uma sociedade em fricção e, segundo o InstitutoZ, o evento marcou esse deslocamento definitivo: menos hype, mais estrutura.
Entre as tendências emergentes mapeadas no estudo, quatro ganham destaque para 2026: regionalização como linguagem estratégica, criação baseada em dados, fortalecimento de nichos e a responsabilidade na checagem de informações. A valorização do “sotaque”, da cultura local e das identidades periféricas surge como diferencial competitivo num mercado saturado de formatos homogêneos. Paralelamente, o uso de dados qualificados e metodologias de validação deverá reforçar a credibilidade dos criadores, ampliando sua relevância para marcas e públicos que buscam conteúdo confiável e culturalmente contextualizado.
“O ano de 2025 foi marcado pelas inúmeras polêmicas envolvendo influenciadores ganhando grande repercussão midiática. 2026 vem para demarcar o que já sabíamos: todo mercado vive a dicotomia de profissionais éticos e antiéticos coexistindo, e a Creator economy brasileira sofre o mesmo. O que inibe más condutas, sem dúvidas, é o que ainda nos falta,uma regulação pública, que garantirá crescimento ainda mais promissor, maduro e saudável” aponta Luiz Menezes, fundador e CEO da Trope-se.
Com a consolidação da IA como aliada e o avanço de um ecossistema mais técnico e responsável, 2026 se apresenta como um ano determinante para a influência brasileira. A pesquisa da Trope-se e do InstitutoZ aponta que o futuro do setor será moldado por criadores capazes de combinar inteligência cultural, sensibilidade regional, domínio tecnológico e compromisso ético, uma combinação que posiciona a Creator Economy em sua fase mais madura até agora no Brasil.

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