Apagão de memória, acidentes ao volante, coma alcoólico e até mesmo abuso sexual. Essas são riscos do uso exagerado do álcool, substância cada vez mais presente na vida dos universitários, de acordo com Ana Regina Noto, professora-doutora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias (Nepsis).

Durante o 122° Seminário da Campanha Nacional sobre Drogas nas Escolas Superiores, realizado na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, Ana Regina apontou que 60,5% dos universitários ingeriram álcool ao menos uma vez no último mês. Em contrapartida, 21,6% afirmaram ter usado tabaco e 9,1% maconha.
Se por um lado o consumo continuado é percebido de modo menos nocivo em relação a outras drogas, pois leva cerca de 10 anos para gerar dependência, por outro, é necessário entender os motivos que levam ao abuso da ingestão de bebida alcoólica para que possa ser oferecido tratamento ideal.
Números mais alarmantes mostram que a faixa etária entre 14 a 34 anos é a que mais consome álcool. Cerca de 35% dessa população chega a ingerir cinco ou mais doses em uma única ocasião. ???O álcool está inserido na sociedade e os primeiros contatos se dão ainda durante a infância. Hoje 12% da população adulta é dependentes de álcool e as pessoas ainda não discutem isso???, afirma Ana.