O crescimento da Starlink no Brasil tem atraído empresas em busca de internet via satélite, mas muitas optam pelo plano residencial pela praticidade e menor custo, uma decisão que, em diversos casos, se mostra problemática. Em 2025, a empresa somou 21 reclamações registradas na Anatel até setembro, segundo dados da própria agência, enquanto o Procon-SP contabilizou 29 queixas no mesmo período. O movimento se soma ao cenário de 2024, quando a plataforma registrou 1.861 reclamações no Reclame Aqui, alta de 168% em relação a 2023, de acordo com dados do Teletime.

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Embora 99,9% das queixas tenham recebido algum tipo de resposta, com tempo médio de retorno de 7 dias e 10 horas, muitos relatos apontam falhas com impacto direto em operações corporativas.

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Starlink, Musk e Alexandre de Moraes

As principais dificuldades relatadas envolvem restrição de uso do sinal fora do endereço registrado e limitações na troca de localização dos equipamentos. Para empresas, esses obstáculos podem comprometer serviços essenciais e gerar impactos operacionais significativos. “Restrições como o uso do sinal fora do endereço registrado e a dificuldade de mudança de localização dos equipamentos são características do plano residencial.

Em operações corporativas, essas limitações podem gerar prejuízos reais”, explica Cláudio Calonge, CEO da Briskcom, empresa especializada em telecomunicações via satélite com mais de 20 anos de experiência.

De acordo com o executivo, uma parcela significativa das reclamações decorre do desconhecimento das condições contratuais do serviço e da tentativa de adaptar um produto voltado ao consumidor final a demandas empresariais. “O plano residencial não foi concebido para mobilidade constante nem para sustentar operações críticas. Quando uma empresa passa a exigir características típicas de um ambiente corporativo de um serviço doméstico, o conflito tende a ser inevitável”, afirma.

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Ele ressalta ainda que, no contexto empresarial, a conectividade precisa ser tratada como infraestrutura estratégica, e não como um item de conveniência. “Para uma empresa, internet não é comodidade, é parte do processo produtivo. Um tempo de suporte considerado aceitável para o usuário doméstico pode representar horas ou até dias de paralisação em uma operação corporativa, com impactos diretos em produtividade, receita e reputação”, avalia.

Diante desse cenário, Calonge destaca a importância de soluções específicas para o uso profissional, alinhadas à criticidade das operações. “Existe um plano Business capaz de atender às demandas corporativas, com parâmetros técnicos mais robustos, maior flexibilidade operacional e níveis de SLA adequados à realidade empresarial. Além disso, contar com empresas especializadas nesse tipo de conectividade contribui para o dimensionamento correto da capacidade e para a mediação com a operadora, reduzindo riscos, evitando erros de contratação e acelerando a resolução de eventuais problemas”, conclui.

Sobre a Briskcom

A Briskcom é uma provedora de soluções de conectividade via satélite para negócios que operam em locais remotos. Fundada em 2003, a empresa é especializada em projetos complexos para ambientes em missão crítica, oferecendo tecnologia de ponta e suporte personalizado para diversos setores da indústria, sobretudo de energia.

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