O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, vetou recentemente o projeto de lei que tornaria obrigatório o uso de cardápios impressos em bares e restaurantes. Com isso, na prática, nada muda para o setor: os estabelecimentos seguem livres para optar exclusivamente pelo cardápio digital, caso prefiram.

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Tarcísio

A dúvida que fica é: em uma época em que os pedidos por delivery são feitos por aplicativos e que grande parte da rotina do consumidor acontece pelo celular, por que a digitalização dos cardápios ainda gera resistência e polêmicas?

Empresa analisa decisão de Tarcísio

Diante deste cenário, a Goomer, empresa especializada em soluções digitais para o foodservice, destaca os principais benefícios dos cardápios digitais tanto para clientes quanto para os empreendedores que adotam essa tecnologia.

Tecnologia como aliada da experiência

É fato que hoje os consumidores estão cada vez mais atentos à praticidade e à fluidez nas jornadas de atendimento e a tecnologia passa a ocupar um papel estratégico. Prova disso é uma pesquisa realizada em 2025 pela TNS Research e divulgada pela Abrasel, que aponta que empresas que investem em inovação crescem, em média, 60% mais do que concorrentes que permanecem fora dessa transformação.

Para Isaac Paes, CMO da Goomer, os cardápios digitais contribuem diretamente para uma experiência mais simples e eficiente. “Eles reúnem informações completas sobre os pratos e facilitam o processo de decisão, especialmente em ambientes com alto fluxo de pessoas. Mas é essencial que o sistema tenha estrutura clara e navegação intuitiva, orientando o cliente na escolha e automatizando processos, o que torna o trabalho da equipe mais ágil e acelera também a chegada do prato à mesa”, explica.

Benefícios para o empreendedor

Para os donos de bares e restaurantes, a transição vai muito além de substituir o papel por uma tela. Um cardápio digital bem estruturado se torna também uma ferramenta de gestão.

“Funcionalidades como sugestões de venda ajudam a aumentar o ticket médio, enquanto a coleta de dados apoia decisões mais assertivas. Além disso, a integração com outras tecnologias do restaurante simplifica a rotina operacional e reduz falhas no atendimento”, acrescenta Paes.

Escolha do modelo: QR Code, tablet ou totem?

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Outro ponto relevante para a experiência do cliente está no formato do cardápio digital adotado pelo restaurante. Hoje, o mercado oferece diferentes modelos, que variam conforme o tipo de serviço e fluxo de operação.

Menus via QR Code, geralmente fixados em mesas, balcões ou embalagens, facilitam o acesso rápido ao cardápio pelo celular do cliente. Tablets concentram pedido e fechamento da conta em uma única tela, reduzindo interações e acelerando o atendimento. Já os Totens de Autoatendimento, comuns em operações de balcão, dão autonomia total para que o consumidor realize todo o pedido sozinho.

Independentemente do formato escolhido, a etapa seguinte é a organização do conteúdo: categorias bem definidas, nomes claros, descrições objetivas e informações sobre ingredientes, alergênicos e precificação fazem toda a diferença na jornada do cliente, além de reduzir dúvidas que sobrecarregam a equipe.

Vale destacar que existem diferentes modelos de totens, com especificações próprias. Alguns permitem integração com diversos sistemas de menu digital, enquanto outros funcionam exclusivamente com determinadas plataformas. Essa diferença impacta diretamente o investimento e a flexibilidade da operação, tornando a escolha do fornecedor um passo tão estratégico quanto a decisão de digitalizar.

Experiência e dados: os verdadeiros diferenciais

Outro benefício estratégico está no uso de dados. “A digitalização permite gerar relatórios que mostram os pratos mais pedidos, os horários de maior movimento e padrões de consumo. Com essas informações, o gestor consegue planejar promoções, ajustar estoque e aprimorar o atendimento de forma contínua”, finaliza Paes.

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