Americana sediou nesta sexta-feira (13) a Capacitação em Manejo Clínico das Arboviroses Urbanas, evento realizado pelo GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) Campinas, com organização da Vigilância Epidemiológica de Americana e apoio da Secretaria Municipal de Saúde, voltado aos profissionais de saúde da rede pública e privada do município.

+ NOTÍCIAS NO GRUPO NM DO WHATSAPP

O treinamento aconteceu no auditório da Faculdade de Americana (FAM) e reuniu equipes da Atenção Básica, Atenção Especializada, Urgência e Emergência, Pronto-Atendimento e outros setores. Ao todo, participaram 147 profissionais de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Campinas e Cosmópolis.

Americana

Durante a atividade, a palestrante Dra. Alessa de Andrade Santana – médica infectologista pela Unicamp, com atuação em infectologia clínica na região de Americana e Campinas e apoiadora do GVE Campinas – promoveu a atualização técnica e o alinhamento das condutas relacionadas ao manejo das arboviroses no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A capacitação teve como objetivo fortalecer a qualificação da assistência, promover padronização de fluxos e condutas clínicas e aprimorar a integração regional entre os serviços de saúde, contribuindo diretamente para a melhoria da resposta às arboviroses na região.

O secretário de Saúde de Americana, Danilo Carvalho Oliveira, esteve presente no evento e falou sobre a importância da atividade. “A capacitação permanente das nossas equipes é fundamental para garantir um atendimento cada vez mais qualificado à população. As arboviroses exigem atenção e atualização constante dos profissionais de saúde, e momentos como este fortalecem o preparo da rede para reconhecer precocemente os casos e conduzir o tratamento da forma mais adequada. Esse alinhamento entre os serviços contribui diretamente para uma resposta mais eficiente do município”, destacou.

As arboviroses são um grupo de doenças virais transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. Essas enfermidades podem causar uma variedade de sintomas, desde febre leve até complicações mais sérias, sendo algumas delas potencialmente fatais. Entre as mais conhecidas, destacam-se a dengue, a zika e a chikungunya.

“Esse tipo de treinamento é importante para reforçar os protocolos e atualizar os profissionais sobre as melhores práticas no manejo clínico das arboviroses. Com a rede alinhada, conseguimos identificar os casos com mais rapidez, acompanhar a evolução dos pacientes e garantir uma assistência mais segura e padronizada em todos os serviços”, ressaltou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carla Brito.

Americana

Close-up of a mosquito on human skin

A capacitação se soma às diversas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti que estão sendo realizadas em Americana. As equipes do PMCD (Programa Municipal de Controle da Dengue) realizam diariamente o mutirão de retirada de criadouros, que nesta sexta percorreu as ruas do bairro São Jerônimo.

Durante as visitas, as agentes vistoriam os quintais e removem materiais que não estejam sendo usados e que possam servir de criadouros, como latas, garrafas, pneus, lonas, tambores, entre outros. Os moradores também recebem orientações e um material informativo sobre prevenção e sintomas da dengue.

 

“Paralelamente ao trabalho clínico, nossas equipes atuam diariamente nas ruas para eliminar criadouros do mosquito. O mutirão e as vistorias nos imóveis são fundamentais, e o resultado depende também da colaboração dos moradores, que precisam manter os quintais limpos e evitar qualquer recipiente que possa acumular água”, lembrou o coordenador da Vigilância Ambiental, Antônio Jorge da Silva Gomes.

Arrastão mosquito dengue Aedes Índice de Breteau PMNO 2022-01-06 (3)

O combate à dengue em Americana também segue outras frentes:

ações educativas com materiais pedagógicos; ações de Avaliação de Densidade Larvária (ADL); vistorias em pontos estratégicos e imóveis especiais; reativação do sistema de geomonitoramento desenvolvido pela Secretaria de Saúde, que utiliza inteligência artificial (IA) para auxiliar no acompanhamento e mapeamento dos casos em tempo real; reuniões periódicas do grupo condutor para o enfrentamento às arboviroses, composto por profissionais de diversos setores; e intensificação da campanha nas ruas, nos veículos de comunicação e nos canais digitais, com o lema “A dengue não vai ter vez em 2026”.

“O enfrentamento das arboviroses exige uma atuação integrada entre vigilância, assistência e ações preventivas. Em Americana, temos trabalhado com diferentes estratégias, incluindo tecnologia para monitoramento dos casos, planejamento conjunto entre os setores e intensificação das ações de orientação à população. Esse conjunto de medidas fortalece a capacidade do município de prevenir e responder rapidamente às doenças”, afirmou o diretor da Unidade de Vigilância em Saúde (Uvisa), Antônio Donizetti Borges.

Mesmo com a queda nos casos de dengue, a Prefeitura reforça que a população deve manter os cuidados no dia a dia. Mais informações estão disponíveis no site https://www.americana.sp.gov.br/americana-index.php?a=dengue.

Leia + sobre  saúde