Mateus Rosa Tognella ocupa o cargo de secretário-adjunto no Desenvolvimento Econômico, além de ter atuado na Prefeitura de Campinas

Secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico e Promoção Social de Nova Odessa, Mateus Rosa Tognella foi alvo de operação da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) infiltrado em prefeituras paulistas.

Nesta segunda-feira (27), agentes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em um endereço ligado ao político na Vila Brandina, em Campinas.

Tognella também preside o PSB (Partido Socialista Brasileiro) em Nova Odessa, trabalhou na Prefeitura de Campinas durante a gestão do ex-prefeito e atual deputado federal Jonas Donizette (PSB), assim como no início do mandato de Dário Saadi (Republicanos), que governa a cidade ao lado do vice Wanderley de Almeida (o ‘Wandão’), presidente municipal do PSB na sede da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

O articulador político local e regional ainda ocupou cargos de assessor técnico superior e coordenador setorial entre os anos de 2013 e 2021.

Investigação

A investigação policial aponta que a facção criminosa estruturou uma espécie de “núcleo político” para acessar recursos públicos e dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito, chegando a tentar influenciar eleições através do financiamento de candidaturas alinhadas aos seus interesses.

Além de Tognella, pelo menos menos quatro pessoas ligadas a administrações na região do ABC Paulista, na Baixada Santista e em Ribeirão Preto também foram alvos da operação.

O delegado responsável pela investigação, Fabrício Intelizano, afirmou que o grupo operava uma estrutura sofisticada de infiltração no poder público. Como nenhum dos investigados possui mandato eletivo, o caso corre sem foro privilegiado.

A Prefeitura de Campinas informou à imprensa que “a operação não envolve a atual administração municipal”. A reportagem do Novo Momento procurou a Prefeitura de Nova Odessa para saber se Mateus Tognella segue no cargo enquanto ocorrem as apurações policiais.

“A Prefeitura de Nova Odessa não tem conhecimento dos fatos citados nessa operação, não foi notificada e não tem relação  com a Fintech mencionada pela mídia. Cumpre esclarecer que a investigação abrange período anterior à nomeação do secretário adjunto em Nova Odessa. No que se refere ao desempenho da função do secretário adjunto na pasta, a Administração Municipal não possui informações que desabonem sua conduta”, informou a PMNO.