Junho apresentou desempenho de emplacamentos (venda) e produção ligeiramente inferior ao de maio, mas suficiente para consolidar o melhor primeiro semestre desde 2019, último ano antes da pandemia. Nos seis primeiros meses de 2026, foram produzidos 1,372 milhão de autoveículos, volume 8,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
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Os números são os melhores desde 2011, ainda no começo do governo Dilma Roussef (2011-16).
O principal motor desse crescimento foi o segmento de automóveis, cujas vendas avançaram 23,7%, o equivalente a 208 mil unidades a mais do que no primeiro semestre do ano passado.

Desse incremento, 73 mil unidades são atribuídas ao programa Carro Sustentável, que impulsionou as vendas dos veículos de entrada. Outros 130 mil veículos vieram do crescimento dos eletrificados, sendo 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados.
Em junho, os eletrificados alcançaram participação recorde nas vendas de veículos leves, chegando a 20,9% do mercado.
Já o segmento de veículos pesados segue em recuperação mais lenta, impulsionado pela segunda fase do programa Move Brasil. No acumulado do semestre, as vendas de caminhões recuaram 10,5%, enquanto as de ônibus registraram queda de 11,6%.
Embora junho tenha apresentado os melhores resultados do ano para ambos os segmentos, o desempenho ainda não é suficiente para reverter a expectativa de mais um ano de retração.
Vendas e exportações

As exportações, por sua vez, continuam sem sinais de recuperação. Em junho, os embarques ficaram 26,7% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. Com isso, o acumulado do primeiro semestre chegou a 216,6 mil unidades exportadas, uma queda de 21,2%.
Apenas para a Argentina, a redução foi de quase 60 mil unidades no período, reflexo tanto da retração do mercado local quanto da perda de participação dos veículos brasileiros para modelos chineses e mexicanos. Importações ampliam déficit na balança comercial
Depois de muitos anos, o Brasil voltou a registrar déficit na balança comercial do setor automotivo.
No primeiro semestre, ingressaram no país 63 mil autoveículos a mais do que o total exportado. Entre janeiro e junho, foram emplacados 280,6 mil veículos importados, dos quais metade teve origem na China. Em apenas um ano, o volume de veículos chineses enviados ao Brasil dobrou, passando de 70 mil para 140 mil unidades.
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