Neste mês, a data de 27 de julho celebra o Dia Nacional dos Motociclistas, conforme a Lei 15.006/2024. A ocasião tem o propósito de aumentar a conscientização sobre os riscos enfrentados por motociclistas e reduzir o número de acidentes no trânsito. E as estatísticas reforçam essa necessidade.
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Levantamento do Grupo IAG Saúde, com dados do DataSUS e da Plataforma Valor Saúde by DRGBrasil, IA e Planisa, destaca que os motociclistas representam cerca de 30% da frota nacional, mas respondem por 64% de todas as internações por acidente de trânsito e por quase metade das mortes hospitalares. Em dez anos, foram mais de 1,2 milhão hospitalizados no sistema público — dos quais quase 23 mil não sobreviveram.
Crédito: Freepik/IA
No período de 2021 a 2025, o tratamento hospitalar de 72.791 motociclistas custou R$ 890 milhões.
O perfil dos motociclistas acidentados é mais jovem do que a média geral: 33 anos. São, em grande parte, trabalhadores que dependem da moto como fonte de renda — entregadores, prestadores de serviço e profissionais autônomos. Para esse grupo, um acidente grave não é apenas uma crise de saúde: é também uma ruptura econômica, resultando em semanas ou meses afastados do trabalho, sem renda, em recuperação.
Motociclistas x demais vítimas (Plataforma Valor Saúde by DRGBrasil, IA e Planisa, 2021–2025)
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Fonte: Plataforma Valor Saúde by DRGBrasil, IA e Planisa. Período 2021–2025. Motociclistas: CID-10 V20–V29
Conta dos acidentes de trânsito

O SUS pagou R$ 1,91 bilhão pelo atendimento de vítimas de acidentes de trânsito, de modo geral, entre 2021 e 2025 (tabela AIH).
O custo hospitalar real estimado no mesmo período foi R$ 13,7 bilhões. Com o valor, seria possível, por exemplo, comprar mais de 91 mil radares fixos de velocidade e sinalização horizontal em vias em 274 mil km — 3,6 vezes a malha federal.
O levantamento do Grupo IAG Saúde ressalta que o ponto não é que um investimento em prevenção zeraria a demanda por tratamento, mas que o custo de tratar as vítimas é, de longe, maior do que o custo de investir para que menos pessoas se tornem vítimas — e essa desproporção se repete a cada ano.
Os dados da pesquisa vêm de duas fontes complementares. O DataSUS registra todas as hospitalizações financiadas pelo SUS: motivo, duração, estado e valor pago. É a base mais abrangente sobre internações no sistema público. Os dados de mortalidade geral no trânsito — incluindo mortes fora do hospital — são registrados em outra base, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

A Plataforma Valor Saúde by DRGBrasil, IA e Planisa acrescenta profundidade clínica ao classificar cada internação por tipo de caso e nível de gravidade, usando a metodologia de Grupos de Diagnósticos Relacionados (DRG) — adotada em sistemas de saúde de vários países. Permite estimar não apenas quantas pessoas foram internadas, mas o que aconteceu com elas e quanto o tratamento efetivamente custou. A base é majoritariamente composta por casos do SUS — 83,8% do total, 86,4% entre motociclistas.
A consistência entre as duas fontes valida a análise: em ambas, a proporção de mortes entre os internados foi muito similar — 2,3% a 2,6% no total, e 1,7% a 1,8% entre motociclistas.
Sobre o Grupo IAG Saúde
O Grupo IAG Saúde atua no segmento de gestão e tecnologia para a saúde, focando em valor, eficiência assistencial e redução de desperdícios para operadoras de saúde, hospitais e outras instituições. Utiliza metodologias e tecnologia para gestão de dados, focado no diagnóstico e melhoria de desempenho, atendendo tanto ao setor público quanto ao privado.
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