Filtros de imagem, aplicativos de edição e padrões de beleza difundidos nas redes sociais têm influenciado cada vez mais a procura por procedimentos estéticos. A chamada “face do Instagram” e a busca por características inspiradas em influenciadores e celebridades levantam um debate que vai além da estética: até que ponto essas referências impactam a saúde mental, as expectativas dos pacientes e a segurança das cirurgias plásticas?
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Dados recentes da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética mostram que o Brasil realizou cerca de 3,1 milhões de procedimentos estéticos em 2024 e liderou o ranking mundial de cirurgias plásticas, com aproximadamente 2,3 milhões de intervenções.

Os números reforçam o protagonismo do país no setor, mas também suscitam discussões sobre cultura da aparência, influência das redes sociais, banalização dos procedimentos e a importância da avaliação médica antes da decisão cirúrgica.

O consultório se tornou um espaço de orientação e, muitas vezes, de contenção de expectativas irreais. Especialistas explicam que nem toda imagem reproduzida nas redes é alcançável do ponto de vista anatômico ou saudável, e que cabe ao cirurgião esclarecer limitações, riscos, cicatrizes, tempo de recuperação e resultados possíveis.
Em alguns casos, a avaliação psicológica pode ser recomendada quando há sinais de expectativas incompatíveis com a realidade ou indícios de sofrimento relacionado à autoimagem.
Redes e a imagem
O impacto dos filtros digitais na percepção da própria imagem; a diferença entre um desejo estético e expectativas irreais; os critérios técnicos que levam um cirurgião a contraindicar um procedimento; a importância de procurar profissionais habilitados e especialistas reconhecidos e os limites éticos da cirurgia plástica diante da pressão estética promovida pelas redes sociais, são algumas das questões que podem ser abordadas pelo Cirurgião Plástico Caio Esper.
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dr. Caio Esper realizou residência médica em Cirurgia Geral, em Campinas, entre 2003 e 2005, e especialização em Cirurgia Plástica pela PUC-Campinas, de 2006 a 2009, em serviço credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Durante sua formação, atuou na unidade de queimados, adquirindo experiência em reconstruções de alta complexidade. Posteriormente, integrou por vários anos a equipe dos cirurgiões faciais Dr. Rodrigo Gimenez e Dr. Crecêncio, período dedicado ao aperfeiçoamento técnico e ao refinamento de procedimentos estéticos e reconstrutivos da face.
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