O beachwear masculino mudou — e os pais têm tudo a ver com isso
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A moda masculina vive um momento de transformação no Brasil. Dados do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) mostram que, em 2025, o segmento respondeu por 33,6% de todas as peças vendidas no varejo de vestuário e registrou crescimento de 3,6% em volume em relação ao ano anterior. Mais do que um mercado em expansão, os números refletem uma mudança no comportamento do consumidor, que passou a valorizar peças versáteis, confortáveis e funcionais para diferentes momentos da rotina.
Essa evolução também chegou ao beachwear masculino. Se antes as escolhas se concentravam quase exclusivamente na bermuda de banho, hoje tecidos tecnológicos, modelagens mais confortáveis e peças que transitam entre a praia, a piscina e outros momentos de lazer passaram a ocupar um espaço maior no guarda-roupa. A mudança acompanha um estilo de vida em que o tempo em família ganhou protagonismo e, especialmente no Dia dos Pais, reflete uma paternidade mais participativa, em que brincar na areia, entrar na água e passar o dia ao lado dos filhos faz parte da experiência.
Para Karine Strapazzon, especialista em modelagem e fundadora da Arsie, a roupa passou a responder a uma rotina completamente diferente daquela de alguns anos atrás. “O homem deixou de procurar uma peça apenas para entrar no mar. Hoje ele quer uma roupa que o acompanhe o dia inteiro, desde uma caminhada na orla até um almoço depois da praia ou um momento de lazer com a família. Isso faz com que conforto, mobilidade e funcionalidade passem a ter um peso muito maior na hora de desenvolver uma coleção”, explica.
Essa mudança de comportamento também influenciou a forma como as peças são construídas. Modelagens mais equilibradas oferecem liberdade de movimento, enquanto tecidos de secagem rápida, proteção UV e elasticidade ampliam o conforto durante longos períodos de uso, permitindo que o beachwear acompanhe diferentes atividades sem perder desempenho. Entre os exemplos desse movimento estão as camisetas de manga longa com proteção UV 50+, desenvolvidas em tecidos leves e respiráveis para oferecer proteção solar e conforto térmico durante o uso, seja na praia, na piscina ou em outras atividades ao ar livre.
“Quando pensamos na modelagem masculina, buscamos entender como aquela peça será usada na prática. Não basta vestir bem quando a pessoa está parada. Ela precisa acompanhar o movimento, oferecer conforto e funcionar em diferentes momentos do dia. Por isso, vemos um crescimento de peças como os beach shorts com visual que remete ao linho, que transitam com facilidade entre a praia e outros ambientes de lazer. A ideia é que o homem não precise trocar de roupa para seguir a programação do dia. É esse equilíbrio entre funcionalidade, conforto e estética que faz diferença na experiência de uso”, explica Karine.
Outra mudança importante é a busca por versatilidade. Em vez de roupas destinadas exclusivamente à praia, cresce o interesse por peças que possam circular naturalmente por diferentes ambientes de lazer, acompanhando um consumo mais racional e um guarda-roupa menos segmentado.
Segundo a especialista, esse movimento acompanha uma transformação mais ampla na moda masculina. “Existe uma preocupação maior com qualidade, caimento e escolha dos materiais. O consumidor está mais atento aos detalhes e entende que uma peça confortável não precisa abrir mão da estética. Hoje essas duas características caminham juntas”, comenta.
No contexto do Dia dos Pais, essa evolução representa mais do que uma mudança no vestuário. Ela acompanha uma nova forma de viver a paternidade, em que o tempo compartilhado ganha cada vez mais valor. Se antes o beachwear estava associado apenas ao momento do mergulho, hoje ele acompanha experiências, memórias e uma rotina de lazer em que pais e filhos dividem muito mais do que o espaço à beira-mar.
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